Outra noite insone. Levanto com meus olhos desajeitados e espio pela janela. O céu tem uma cor errônea, parece nem caber no que vejo. Algumas estrelinhas desmaiam no chão e decido guardar a lua entre meus cílios. Preciso levá-la comigo. Preciso que seja morada junto aos sonhos que escorrem por minhas pálpebras enquanto as mesmas se fecham. Às vezes, teimosas, tentam prender dentro em si uma estrela cadente que, inquieta, dança com seu rabicho e me faz virar luz mesmo sem querer.
Eu, hoje, faço muito tempo. Sou lembrança. Um tom sépia, um cheiro de história contada por alguém numa cadeira de balanço, enquanto um e outro olhar atento tenta decifrar as memórias do que é antiguidade. Talvez meu lado de dentro seja um relicário. Talvez alguém, um dia, diga que meus lábios sempre sopraram beijos. Meu coração só registra carinhos, e nunca dorme.
Há algum tempo caminho por aí sem relógios. Meu amor é conjugado no infinito. Minhas orações já não se subordinam. E nessas noites sem sentido, como a de hoje, eu só sei observar. Viro plateia de mim mesma. Vejo várias de mim, e me perco naquela que não sou. Se tocasse um samba, eu sorriria e cairia na roda, levantando o copo e sendo um sorriso. São coisas internas. Minhas maneiras de fazer folia. Eu ardo, e solto poesia com meus passos tortos. Fico invisível com um fechar de olhos. Em silêncio. Num sussurro.
Meu esconderijo é aqui. São as letras. É o excesso de movimento que me joga para o meu quarto, com essa parede verde que me ensina a enovelar a vida. É o ponto, a formação de palavras, a ausência de sentido no que escrevo. Apenas a necessidade de rabiscar o papel em branco. Preciso escorrer. Gosto do mal explicado. Nunca gostei dos parênteses. Me retiro e me coloco em aspas quando bem entendo.
Quando menor, era o céu desabar e eu rabiscar vários sóis de giz, na calçada. Eu resolvia o problema. O cinza ia embora e trazia arco-íris. Eu também sempre contei estrelas, apontando com o indicador, nunca levei a sério as superstições. E acho muito justo acreditar que meu nome e o dele dentro de um coração desenhado a lápis guarda o amor e cria uma redoma para todas as peculiaridades escondidas que a cumplicidade faz brotar.
Eu decidi apostar no mundo, então. Imperfeito. Mesmo que alguns dias sejam assim, tão carregados com esse gosto de domingo. Agora mesmo queria comer amoras que despencam doces de um canto cheio de sombra. É noite, mas tá fazendo sol. Meu rosto vira um jardim. Flores, flores, flores. A primavera sempre soube caber nas demais estações. Eu gosto de me apaixonar à tarde.
Não sei o que esperar. Espero tudo. Quero tudo. E vou. De mãos dadas com o que sinto, nunca soube me economizar. Vai ver, assim, eu acabe sendo possível.
... e ficamos ali
mais um pouco
eu e o mar
olhando um para o outro
assim, so' por olhar
como fazem os casais
quando se abracam
e falam de amor
so' por sinais
... e ficamos ali
calados
falando da vida
de amores passados
de peitos vazios
praias desertas
luas
estrelas
despedidas
descaminhos
descobertas
em cada onda ele partia
em cada onda ele voltava
como a saudade fazia
quando me atormentava
que a tua vida seja
o ponto mais alto
das mais altas das montanhas
onde abaixo pairam as nuvens
do amanhecer
de onde os rios são linhas
que riscam a natureza
que soberana se espreguiça
e se deita
cobrindo em tons de verde
e beleza
o leito de vales aos teus pés
do onde verás que o horizonte
que os teus olhos decifram
nunca foi o infinito
nunca foi inatingivel
e enfim saberás porque és
de onde não precisará de asas
pois teus sonhos te bastarão
e te levarão a mais longa das viagens
na qual avistarás paisagens
que hão de pertencer
para sempre aos teus
onde terás a eterna sensação de amor
onde terás a eterna sensação de deus
existe uma mulher
que me procura
sem ansiedade
sem pressa
sem loucura
que vive sozinha
vive na sua
vive cantando
vive dançando nua
desesperadamente ao luar
vive de sonhos
vive de paisagens
tem os olhos inquietos
olhando miragens
voltados pro mar
existe uma mulher
que me procura
por dias e dias afora
por noites e noites adentro
mesmo que sejam as noites escuras
ou que mude o tempo
que venham chuvas
ou rajadas de vento
e por alguns momentos
com jeito de viuva
chora abandonada
durantes as madrugadas
todos os seus tormentos
existe uma mulher
que me procura
que não tem ilusões
não tem amarguras
conhece bem as palavras
conhece versos bonitos
gosta da casa arrumada
flores espalhadas
e se tem pesadelos aflitos
se angustia
se revolta
usa sempre os cabelos presos
mas se ganha presentes
flores ou poesias
fica tão feliz
que sensualmente os solta
existe uma mulher
que me procura
que vive a minha espera
que imagina sua vida comigo
mas que considera o amor
um momento furtivo
uma simples quimera
um jeito de felicidade
consentido
Pesquisa prova: mulheres amam mais sapatos do que namorados
16.12.2009
Um novo estudo britânico leva o caso de amor entre mulheres e sapatos a outro nível - mais precisamente, acima dos casos de amor de fato. Encomendada pelo site Tszuji, uma pesquisa realizada com mil mulheres mostrou que, para elas, é mais fácil lembrar o primeiro par comprado com o próprio dinheiro do que o primeiro beijo.
Enquanto 92% foram capazes de recordar os sapatos, menos de duas em cada três mulheres conseguiram fazer o mesmo com o nome da pessoa com quem tiveram o primeiro beijo. Outro dado é ainda mais impressionante: 96% sentem remorso por jogar fora um par de calçados, enquanto apenas 15% se sentem mal por darem o fora em um namorado.
O diretor do site, Glendon Lloyd, deu uma explicação para os resultados. “As pessoas costumam pensar nas mulheres guardando cartas de amor em caixas de sapato, mas, em muitos casos, os próprios sapatos são ainda mais preciosos”, diz ele. “Elas os tratam como melhores amigos e, ao que parece, as memórias relativas aos seus calçados duram mais do que as dos namorados antigos”, completou.
Berlusconi é levado para hospital após ser agredido durante comício
13/12 - 16:39 , atualizada às 18:22 13/12 - iG São Paulo
MILÃO - O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, foi levado a um hospital, neste domingo, após sofrer um corte no rosto ao ser agredido durante um comício em uma praça de Milão, na Itália.
sonhos eu tive
saudades rápidas
tristezas súbitas
e por razões furtivas
lágrimas contive
escondi meus olhos
entre os meus dedos
por medo
por guardar segredo
mas enfrentei meus pesares
mantive a pose
passava por ela com ares
de ser um homem feliz
bebia com os amigos
sorria
fazia poesias
e discursos otimistas febris
nas mesas de bar
qual nada
não conseguia disfarçar
o amor percebe
o amor reconhece o disfarce
o amor advinha
pelos olhos
pelo jeito de olhar
olha
não volto aqui tão cedo
vou dar uma fugida
vou ganhar o mundo
vou cair na vida
sair por aí...
sozinho
seguir por qualquer caminho
que me leve a qualquer lugar
deixo um adeus provisório
saio de um jeito insensato
deixo um poema sensório
e chato
escrito no espelho
puro teatro
deixo tudo que conquistei
que não me vale de nada
levo as madrugadas
os amanheceres
o mar
os prazeres
deixo o trabalho
e os afezeres
minha insonia ficou pelo quarto
deixo o meu retrato
pra lembrarem de mim
levo meu fogo brando
um par de sapatos
e os nós que eu tinha
me apertando
hoje eu desato
me liberto
deixo pra tras esse deserto
que já foi um jardim
mas secou
quando as chuvas cessaram
deixo as lágrimas
que me escorriam no rosto
levo uma camisa surrada
pra não deixar o meu peito exposto
pra me guardar do frio
vou com a roupa do corpo
a barba por fazer
deixo o conforto
e mais o que fazer
deixo as janelas fechadas
e uma luz acesa
para se alguem entrar na casa
não tropeçar na tristeza
para enxergar minha falta
deixo a TV ligada
bem alta
para esconder o silencio sombrio
que me causava tanto medo e arrepios
deixo algum dinheiro guardado
que sirva pra pagar nas contas
deixo a chave debaixo da porta
a louça lavada
a comida pronta
a casa mais ou menos arrumada
a cama feita
as promessas desfeitas
não importa
alguem deve sentir falta de mim
mas com o tempo
tudo se ajeita
deixo restos de um velho amor
dormindo
quase em coma
que não me causa mais sintomas
deixo minhas lembranças
nas fotografias amareladas
nas poesias rasgadas
coisas de adulto
coisas de criança
deixo raiva e revolta
mas quem sabe
essa noite passa
minha cabeça se tranquilize
meu pensamento se refaça
eu perca esse medo
e amanhã de manhã
bem cedo
esteja de volta
Back when the West was very young
There lived a man named Masterson
He wore a cane and derby hat
They called him Bat, Bat Masterson.
A man of steel the stories say
But women's eyes all glanced his way
A gambler's game he always won
They called him Bat, Bat Masterson.
The trail that he blazed is still there
No one has come since to replace his name
And those with too ready a trigger forgot to figger
On his fighting fame.
So in the legends of the West
One name stands out from all the rest
The man who had the fastest gun
They called him Bat, Bat Masterson.
ruidos estranhos
o assoalho rangindo
imagens furtivas no espelho
que passam correndo
fugindo
raios
trovões
janelas batendo
pelos golpes de ventos repentinos
o arrastar sem parar de correntes
passos ocultos de gente
gargalhadas de meninos
barulhos no sótão
sombras pelos cantos
mulheres vampiras
correndo
gritando
vestidas com longos vestidos brancos
luzes piscando
as batidas das horas no carrilhão
ratos saindo dos buracos do chão
vindos das entranhas do porão gelado
a minha insonia
o meu quarto trancado
minha escuridão
esse meu pobre peito
coitado
tão mal assombrado
precisa urgente ser exorcizado
senão...
Manifestantes pró-impeachment do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), entraram em confronto hoje com policiais militares na Praça do Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal.
evitar isso seria bem facil
se esse pais nao fosse o pais da impunidade
guardo em mim
um homem aflito
que se olhava no espelho
e se achava bonito
e as vezes se sentia triste
cansado
vazio
que passivamente assiste
sua vida passar pelo tempo
cujas lembranças
momentos felizes
momentos sombrios
ja' se vao longe
ha' anos e anos a fio
amores
luas
estrelas
palavras
canções
se passaram
algumas quiseram voltar
outras ficaram pra tras
onde o passado se deita
onde a dor se acomoda
onde a saudade espreita
onde dorme tranquilo o amor
eternamente em paz
tenho uma saudade fiel
amarga
que não me larga
um fel que arde no ceu
da minha boca
tenho marcas no corpo
doídas
todas tuas
de toda nossa vida
das nossas luas
de tudo que tivemos juntos
não tenho mais assunto
não tenho mais motivos
mas ainda carrego comigo
restos das canções
as emoções
os conflitos
mas sei que tudo valeu a pena
foi um amor tão bonito
apesar da mágoa
apesar do poema
e dos nossos sonhos aflitos
Carla Moura, psicóloga, especialista em sexologia (Vera)
Tenho um conselho valioso para dar aqui: se você acabou de conhecer um rapaz, ficou com ele algumas vezes e já está começando a imaginar o dia do seu casamento e o nome dos seus filhos, pare agora e me escute! Na próxima vez que encontrá-lo, tente disfarçadamente descobrir como é sua barriga.
Se for musculosa, torneada, estilo tanquinho, fuja! Comece a correr agora e só pare quando estiver a uma distância segura. É fria, vai por mim. Homem bom de verdade precisa, obrigatoriamente, ostentar uma barriguinha de chope. Se não, não presta. Estou me referindo àqueles que, por não colocarem a beleza física acima de tudo (como fazem os malditos metrossexuais), acabaram cultivando uma pancinha adorável. Esses, sim, são pra manter por perto. E eu digo por quê.
Você nunca verá um homem barrigudinho tirando a camisa dentro de uma boate e dançando como um idiota, em cima do balcão. Se fizer isso, é pra fazer graça pra turma e provavelmente será engraçado, mesmo. Já os `tanquinhos farão isso esperando que todas as mulheres do recinto caiam de amores - e eu tenho dó das que caem. Quando sentam em um boteco, numa tarde de calor, adivinha o que os pançudos pedem pra beber? Cerveja! Ou coca-cola, tudo bem também. Mas você nunca os verá pedindo suco. Ou, pior ainda, um copo com gelo, pra beber a mistura patética de vodka com `C-light´ que trouxe de casa.
E você não será informada sobre quantas calorias tem no seu copo de cerveja, porque eles não sabem e nem se importam com essa informação. E o quesito comida, os homens com barriguinha também não deixam a desejar. Você nunca irá ouvir um ah, amor, `Quarteirão´ é gostoso, mas você podia provar uma `McSalad´ com água de coco. Nunca! Esses homens entendem que, se eles não estão em forma perfeita o tempo todo, você também não precisa estar. Mais uma vez, repito: não é pra chegar ao exagero total e mamar leite condensado na lata todo dia! Mas uma gordurinha aqui e ali não matará um relacionamento. Se ele souber cozinhar, então, bingo! Encontrou a sorte grande, amiga. Ele vai fazer pra você todas as delícias que sabe, e nunca torcerá o nariz quando você repetir o prato. Pelo contrário, ficará feliz.
Outra coisa fundamental: Homens barrigudinhos são confortáveis! Experimente pegar a tábua de passar roupas e deitar em cima dela. Pois essa é a sensação de se deitar no peito de um musculoso besta. Terrível!
Gostoso mesmo é se encaixar no ombro de um fofinho, isso que é conforto. E na hora de dormir de conchinha, então? Parece que a barriga se encaixa perfeitamente na nossa lombar, e fica sensacional.
Homens com barriga não são metidos, nem prepotentes, nem donos do mundo. Eles sabem conquistar as mulheres por maneiras que excedem a barreira do físico. E eles aprenderam a conversar, a ser bem humorados, a usar o olhar e o sorriso pra conquistar. É por isso que eu digo que homens com barriguinha sabem fazer uma mulher feliz.
colho pelo chão
restos de sonhos
pedaços de estrelas
fragmentos de cartas
que eu tinha nas mãos
desencanto em versos
meu deserto encantado
tenho meus passos marcados
nessa areia ardente
tenho um grito sufocado
aprisionado entre os dentes
por pura paixão
eu desisto
não insisto mais
em me fazer feliz
prefiro ficar em paz
nem que seja assim
por um triz
vem
pega a minha mão
se solta
confia
larga os teus sentidos
me põe os teus braços em volta
esguia
e vem dançar comigo
deixa que o meu vento te leva
deixa o teu corpo voar
pelo ar
pelo mar
pela poesia
vem
se entrega
deixa a música te penetrar nos ouvidos
vem leve
vem nua
mesmo que seja breve
flutua
por todo esse torpor
da luz da lua
vem comigo
vem dançar
nesse balé de amor
nessa forma de amar
eu sei
de alguma forma
de algum jeito
em algum espaço
vazio do meu peito
havendo o que houver
por quantas vezes
eu me apaixonar
quantos sonhos eu tiver
tantas viagens que eu partir
bares e bares que eu parar
beber
chorar
cantar
sorrir
quantas noites eu amar
quantas manhãs me despedir
quantas vezes me lembrar
e tantas outras me esquecer
quando eu reler as cartas
rever fotografias
tentar escrever
e riscar poesias
tentar compor
alguma canção de amor
sentar sozinho
a beira de um cais
ficar um bom tempo a toa
olhando o mar
em paz
por quantas vezes for
por quantas vezes vier
apesar de tudo o que o tempo faz
apesar de tudo o que o tempo fez
(e o tempo voa)
apesar das certezas absolutas
ou de algum talvez
que talvez até exista
mesmo que o coracao desista
apesar dos pesares
de todos os olhares
das pessoas que andam pela rua
da minha mulher incolume
deitada nua
quando ela me beija
quando ela me abraça
quando se insinua
e ansiosa me espera
apesar do inverno
apesar da primavera
ou se a propria lua
quando se aproxima
me provoca uma noite
me provoca uma rima
por quantas ruas eu atravessar
em quantas esquinas eu desaparecer
o quanto eu andar
quantas vezes eu tentar chegar
e nao conseguir
voltar
desistir
quantas vezes
eu me submeter
aos caprichos inerentes do amor
quando eu estiver carente
quando me sentir sozinho
e me perguntar baixinho
eu sei
eu vou mentir pra mim
mas vou me convencer
vou me conformar
nem que seja o inverso
nem que seja num verso
eu sempre vou te amar
O cardeal mexicano Javier Lozano Barragán causou polêmica, nesta quarta-feira, ao afirmar que homossexuais e transexuais "não vão para o céu". "Transexuais e homossexuais não entrarão no Reino dos Céus", disse o religioso em declarações publicadas no site católico conservador 'Pontifex.roma'. "E não sou eu que digo, mas São Paulo."
essa loucura
que escorre na boca
essa coisa louca
que tranca os dentes
o beijo ardente
o desejo indecente
essa loucura
que me arde inteiro
que me queima por dentro
o cheiro
que tanto me atrai
que me trai
que explode meu cio
que me causa arrepios
que umidece a pele
os pelos
que me ata
que me mata
que me deixa preso
perdido
um cão vadio acorrentado
sem dono
essa loucura
que me tira o sono
os sentidos
de comportamento desmedido
essa loucura
uma noite a dentro
escura
de lua eterna
eternamente nua
uma aventura
uma baderna
essa loucura
tão terna
tão tua
tão infinita
enquanto dura
ainda está bonita
nervosa
feroz
com algumas marcas a mais
a mesma boca
a mesma voz
o mesmo tipo de roupa
o mesmo cós
não engordou
um milimetro sequer
o mesmo jeito de olhar
a mesma falta de paz
o jeito de falar
de ser mulher
ainda está bonita
ansiosa
aflita
tem as mesmas culpas
as mesmas desculpas
a mesma ladainha
o jeito de sentar
a mesma vidinha
ainda está bonita
esquiva
xiita
passeia nos mesmos temas
problemas
problemas
o mesmo o jeito de pensar
os mesmos emblemas
ainda está bonita
agitada
confusa
o mesmo comportamento
o mesmo dia a dia
tudo ao mesmo tempo
mas quem diria
não tem jeito de musa
essa mulher
que pena!
não pode ser acusada
de ter sido a culpada
de tantos poemas