beijar todo mundo na Dia do Beijo é mole
quero ver morrer no Dia de Finados


:: jose luis 27-01-12 às 04:15 PM
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. . .

quadrigemeos.jpg
27/01/2012 13h11 - Atualizado em 27/01/2012 13h11
Em depoimento à polícia, falsa grávida alega problemas psicológicos
Maria Verônica foi à delegacia de Taubaté, SP, nesta sexta-feira (27).
Segundo mulher, marido não sabia da falsa gravidez de quadrigêmeos

que tal agora dar quatro criancinhas orfãs pra ela criar?


:: jose luis 27-01-12 às 03:25 PM
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. . .

de manhã
bem cedinho
antes do sol chegar
a luz da rua ainda acesa
café
pão
queijo
flores
frutas
beijo
a primeira rima da poesia
o primeiro desejo
o primeiro amor
no amanhecer do dia


:: jose luis 26-01-12 às 02:41 PM
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. . .

lembra de mim
eu sou aquele de ontem
de anteontem
o mesmo de um ano atras
lembra do meu nome
do meu jeito
dos meus olhos acesos
de fome
lembra do peso
do teu encaixe no meu peito
da sensação de paz
lembra do meu cansaço
da minha falta de ar
do meu abraço apertado
do meu braço pesado
sem te deixar descansar
lembra de mim
aquele de dentro do quarto
te fazendo dividida
aquele dentro do teu corpo
sem te machucar
sem te causar desconforto
um invasor da tua vida
completamente perdido
a deriva dentro do teu mar
lembra de mim
não custa tentar
não custa nada dizer
que adora lembrar
que gosta de ficar perdida
vagando dentro do teu tempo
lembrando de cada momento
das minhas pernas
desabadas sobre as tuas
de cada gota de suor
espalhada no lençol
lembra do sol
ardendo nas nossas costas
lembra das noites
lembra da lua
lembra da paisagem
dos morros
das encostas
lembra de nós quase perdidos
por um triz
lembra do longo caminho de volta
que parecia nunca mais chegar
lembra de mim
como quem lembra de um filme
de um romance
quadro a quadro
lance a lance
torcendo para um final feliz


:: jose luis 25-01-12 às 08:05 PM
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. . .


punguista em ação

diretor da CBF
exvereador
exgovernador de São Paulo
ladrão


:: jose luis 25-01-12 às 07:39 PM
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. . .

flor do meu caminho
flor do campo
por ti
pelo teu carinho
sofro tanto
atávico
a toa
pra te ter aqui
pra te fazer esquecer
os tormentos
a pessoa
pra te ajudar contra os ventos
pra te cuidar
te arrancar cadeados
tramelas
escancarar tuas portas
janelas
te trazer o mar
me jogar
aos teus pés
aos teus prantos
os mais francos
os mais crueis
e te mostrar o quanto
de fato
tu és


:: jose luis 24-01-12 às 09:05 PM
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. . .

amor meu
não deixa que eu
me desapareça
de tão sozinho
não deixa que eu
nessas idas e voltas
me esqueça
do teu caminho
faz eu não desistir
amor meu
agua minha
fonte
sêde
mar
horizonte
maresia
amor meu
infinito
o mais bonito
o mais narciso
o mais cheio de si
amor meu
sorriso
cheiro de chuva
jeito de ventania
vôo de colibri


:: jose luis 23-01-12 às 08:21 PM
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. . .

. . .

de repente
me pego catando palavras no ar
fazendo rimas a beça
olhando descaradamente o mar
tranquilo
sem pressa
esse meu olhar
não reconheço mais
ando falando sozinho
pelos corredores
assoviando canções esquecidas
sem pensar na morte
sem pensar na vida
de um jeito a toa
de tanto faz
os pensamentos dançando
na minha cabeça
passo dias e dias
sem olhar os jornais
invado jardins
invado quintais
me pego roubando flores
fazendo coisas
que eu não fazia
sentindo uma brisa leve
entrando pelo meu nariz
sei lá quem sou eu agora
será que por acaso
isso é ser feliz?


:: jose luis 18-01-12 às 10:04 PM
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. . .

vou embora
enquando tudo dorme
durante a noite escura
enquanto todos se escondem
como fazem sempre
estranhas criaturas
que desaparecem no sereno
não quero despedidas
não quero deixar acenos
pistas
rastros enormes
nenhum sinal de vida
como se eu quisesse voltar
quero me perder de vista
não quero que ninguem me veja
não quero que ninguem se lembre
principalmente quem não me quer
quem não me deseja
vou embora
antes de chegar a chuva
antes de amanhecer o dia
deixo lembranças
saudades
viuvas
saio com as mãos abanando
vazias
arrastando o corpo
pelos meus corredores
mesmo sentindo no peito
desespero
desconforto
descontrole
vou embora
por um caminho incerto
provavelmente sem volta
vou embora
carregado pelas tempestades
pelas ventanias
revoltas
vou por aí
desconstruindo
o que me resta da poesia
enquanto a minha vida inteira
se espalha de mim
e se solta


:: jose luis 16-01-12 às 09:35 PM
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. . .

CRISE NO EURO

ALEMANHA, HOLANDA, FINLANDIA E LUXEMBURGO CONTINUAM AAA
FRANÇA ITÁLIA, ESPANHA AA+

demais países HAHAHAHA


:: jose luis 13-01-12 às 10:58 PM
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. . .

tenho as palavras presas
na minha voz calada
as pernas cansadas
de tanto não ir
os braços vazios
por ninguem nunca vir
minhas roupas rasgadas
meus cabelos desalinhados
pelos ventos eternos
pelos tormentos
pelos infernos
o peito completamente desmoronado
pelos furacões constantes
não sou mais quem eu era antes
na verdade
não sou mais nada
sou apenas a pessoa
que perambula as madrugadas
alma que vaga a toa
atras da tua alma ingrata
que fez a minha assim
loa


:: jose luis 13-01-12 às 05:06 PM
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. . .

relogio_1_.jpg


ihhhhh!!!!!


:: jose luis 12-01-12 às 04:05 PM
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. . .

acorda
já é tarde
o sol deve estar cansado
de tanto ter ver dormir
para com esse sonho
larga essa mania de sonhar
levanta da noite passada
arrasta o teu corpo sonolento
como se ainda fosse madrugada
como se fosse a dona do tempo
arranca o teu resto de roupa
prende os cabelos
ouve só o silencio quieto
dos teus ouvidos
perambula nua pela casa
com esse teu ar deprimido
quase acordada
quase sem sentidos
abre a agua bem devagar
entra no banho
pensa na vida
pensa em mim
pensa em nós
e enquanto se molha
se vendo tão a sós
repara nas marcas
que eu te deixei pelo corpo
olha em volta
e descobre o vazio
o teu lado escuro absorto
os teus abismos sem fim
é como se sentisse muito frio
é como se sentisse despencando
é sempre assim
quando se sente sozinha
quando se sente sem mim


:: jose luis 08-01-12 às 12:31 PM
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. . .

a noite
os gatos são pardos
os olhos são negros
as sombras são todas iguais
no amor não
as vezes os sonhos são pasadelos
os pesadelos as vezes são sonhos
na verdade
nenhum amor dorme em paz


:: jose luis 06-01-12 às 12:34 PM
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. . .

. . .

minha cama
vazia
te espera
como as flores baldias
esperam a primavera
meus ouvidos
guardam as tuas palavras
secretamente
como se guarda segredos
ainda ouço os teus gemidos
urgentes
tenho os teus arrepios
na ponta dos meus dedos
ai de mim
com esse teu fogo eterno
esse teu jeito
esse teu sei lá o que
que me abre o peito
que me faz assim
meio sem rumo
meio sem direção
que me arrasta aos teus pés
que me tira os pés do chão


:: jose luis 03-01-12 às 03:32 PM
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. . .

meu peito estasiado
espalha pelo quarto
um sentimento oceânico
um sentimento vadio
um sentimento balsâmico
a procura de um barco
que lhe navegue a fio
em mim
tudo foi sempre tão parco
o quarto
o drama
o barco
o jardim
minha cama vazia
canção sem versos
e sem melodia
enquanto o universo
secretamente conspira
usando as artimanhas
e as mentiras
inerentes do amor


:: jose luis 03-01-12 às 01:24 PM
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. . .

as marcas dos teus pés
ainda estão pelo chão
tenho tuas mãos
cravadas no peito
fotografias
trejeitos
teus restos espalhados
em todos os meus cantos
nas poesias
nos desencantos
a mesma paisagem
presa na janela
a tua imagem indo longe
impregnada no meu olhar
quase me cega
mal consigo ver o mar
as sombras dançando
na luz branca das arandelas
te trazendo de volta
me inquietam antigas mazelas
iluminam alguma coisa
que eu pensava morta
a sensação de te ver outra vez
entrando soberba pela porta
essa insegurança
esse talvez
essas lembranças
que não me deixam te esquecer
de vez


:: jose luis 03-01-12 às 12:33 PM
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. . .

a lua
o mar
o vento
o tempo
a noite
o dia
a madrugada
a poesia
era tudo o que eu tinha
mas não
eu não tinha nada
se voce não vinha


:: jose luis 29-12-11 às 09:33 AM
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. . .

te quero pra mim
com todos os teus trejeitos
tuas caras e bocas
assim
meia sem jeito
sem nenhuma roupa
te quero pra mim
mesmo que seja pra sempre
pra ficar do meu lado
pra me rejuvenecer
pra me deixar bem cansado
ou me surpreender
quando eu me distrair
e começar a te esquecer
te quero pra mim
enquanto durar a ilusão
enquanto houver poesia
enquanto houver uma canção
enquanto tivermos
esse tempo pra nós
os dois
pra ficarmos a sós
independente da razão


:: jose luis 27-12-11 às 08:54 AM
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. . .

PIB do Brasil passou o do Reino Unido

Pesquisa indica que a economia brasileira é a sexta maior do mundo.

e...?


:: jose luis 26-12-11 às 07:53 AM
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. . .

. . .

neymar_sumido_facebook2-210x300.jpg
pois é...


:: jose luis 18-12-11 às 04:21 PM
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. . .

amarras
ganchos fincados no peito
sem jeito de liberdade
saudade
se faz inerte
se faz de morta
ate´que um dia sangra
a faca corta
ou até que o nó aperte
que sufoque a garganta
e a chama cresça
se espalhe
e enquanto esse fogo avança
e enquanto esse troço queima
o coração tolo
coitado
teima
em se manter assim
completamente apaixonado


:: jose luis 17-12-11 às 08:54 AM
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. . .

Sarney defende ministro Pimentel:
'Não há provas'

pronto, agora está tudo esclarecido
ele é culpado mesmo


:: jose luis 16-12-11 às 08:18 AM
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. . .

nem o Jogo do Bicho é mais o mesmo


:: jose luis 15-12-11 às 07:55 PM
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. . .

. . .

mensalão??
que mensalão???


:: jose luis 15-12-11 às 09:41 AM
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. . .

14/12/2011 15h07 - Atualizado em 14/12/2011 15h18
Supremo libera posse de Jader Barbalho no Senado

Jader Barbalho (PMDB-PA) havia sido barrado pela Lei da Ficha Limpa.
Ele obteve 1.799.762 votos e entraria na segunda cadeira pelo estado

conivencia judiciária
o Brasil tem um atraso moral irrecuperavel
pode vir a ser uma grande potencia economica
mas moralmente vai continuar sendo um lixo

pqp


:: jose luis 14-12-11 às 02:20 PM
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. . .

. . .

a primeira vez
foi talvez
a mais estranha
foi como
quem sonha
delira
duvida
disfarça
desconfia
que é tudo uma farsa
mentira
poesia
uma outra realidade
uma viagem
uma bobagem
mas mesmo assim
não se convence
respira bem fundo
toma coragem
e enfim
decide
desdenha o medo
não se contenta
desenha um plano
tenta
declara guerra
não se conforma
acha que foi tudo um engano
mas quando a coisa toma forma
vai a luta
se empenha
labuta
se banha em suor
lágrimas
se sente outro
melhor
muito mais confiante
como se fossem dádivas
caindo sobre si
e continua
segue adiante
se insinua
e ao se ver frente a frente
quando chega a hora
o momento
o instante final
crucial
a última chance
a útima gota
o último suspiro
um romance
por mais absurdo que seja
um lance confuso
dá um passo a frente
de quem quer
ou deseja
olha em volta
só vê o vazio
planeja o vôo
acende o pavio
e como um tiro
um parafuso
se solta
se atira
em vão
num vão
no fim do mundo
completamente são
alado
num solo
de olhos e braços abertos
sem as mãos
calado
um pássaro sem asas
sem eira nem beira
atravessando o mar
a cidade
as casas
e por mais que não queira
vendo tudo mais claro
mais perto
de frente
passando bem rente
reto
sente o faro
o fogo
o frio
flores no chão
estrelas no teto
toca o ceu com as mãos
entre nuvens e ventos
comprimidos
unguentos
artificios
disfarces
mais de mil
como quando se viu cara a cara
face a face
não teve voz
não teve peito
não teve jeito
virou pro lado
e calmamente
dormiu


:: jose luis 12-12-11 às 07:54 PM
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. . .

desculpe
a vergonha
a ansiedade desmedida
própria de quem sonha
esquece a minha voz
os meus olhos
o meu nome
agora eu tenho certeza
não quero olhar mais pra você
nunca mais
não posso pagar o preço
eu fiz a minha escolha
enfim
Estou de volta
a minha alma
ao meu recomeço
Estou de volta para mim
desculpe
esta paixão descabida
desvastadora
estas confissões a toa
sem razão
era tanto medo
de perder você
desculpe
os beijos
aqueles beijos
desenfreados
o tempo todo
os abraços apertados
era tudo tão nosso
era tudo tão meu
desculpe
as promessas de amor
você sabe
você era feito uma luz
um brilho
um sol
dentro de mim
mas não posso pagar o preço
enfim
eu fiz a minha escolha
Estou de volta
a minha alma
ao meu recomeço
Estou de volta para mim



:: jose luis 10-12-11 às 09:38 AM
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. . .

eu aqui
quieto no canto
calado
paralizado pelo meu espanto
estarrecido
atropelado pela tua inconciencia
na verdade
até agora
resiti a tudo
sem vaidade
sem reclamar
mudo
enquanto davas as cartas
fazias o jogo
colocavas fogo
incendiavas o meu peito
já tão febril
agora não
agora basta
hasta que me voy cambiar mi vida
yo no quiero mas
não consigo
não quero mais ter infelicidade contigo


:: jose luis 09-12-11 às 10:53 AM
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. . .

o murmurio
do vento
do rio
do tempo
do cio
do movimento dos barcos
do ruido do quarto
do vento frio
do fio da faca
e eu
que te vejo sempre
com os olhos da lua
nua
intensa
insensata
inteiramente minha
enquanto teu corpo perverso
descaradamente mente
e te finge sozinha


:: jose luis 09-12-11 às 08:16 AM
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. . .

soluços
risos
abraços
beijos
morrer de cansaço
morrer de desejo
dormir refestelado
amanhecer
de olhos sorrindo
ainda molhados
vermelhos
não se reconhecer
em frente do espelho
de tão feliz
não cabendo em si
de tanta alegria
nenhuma marca
nenhuma cicatriz
só algumas poesias


:: jose luis 09-12-11 às 07:43 AM
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. . .


The Travelling Wilburys:
George Harrison- Lead vocals, guitars, backing vocals
Jeff Lynne - Lead vocals, keyboards, guitars, backing vocals
Tom Petty - Lead vocals, acoustic guitar, backing vocals
Roy Orbison - Lead vocals, acoustic guitar, backing vocals
Bob Dylan - Lead vocals, acoustic guitar, backing vocals


:: jose luis 08-12-11 às 02:15 PM
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. . .

já vivi tanto, tanto
primaveras hostis
verões inteiros aos prantos
outonos intensamentes
febris
invernos nem tanto
já vivi
amores plácidos
calmos
quase santos
paixões repentinas
fulminantes
verdadeiros solavancos
romances clássicos
desvendei segredos inacessiveis
dos amantes
escondidos a sete chaves pelos cantos
já passei por tantos lugares
praias desertas
cidades sombrias
quase mortas
bares
utopias
janelas entreabertas
e portas
ancorei em portos baldios
corpos vazios
olhares
aportei em braços queridos
espaços perdidos
luares
de noites e noites
sem fim
fiz em mim
uma história pródiga
em cada marca que fica
em cada carta
que não foi escrita
em cada palavra guardada
que não foi dita
no longo filme
que passa lento
na luz dos meus olhos
nos ventos que eu tinha
e que já não vento
nas linhas cruzadas interminaveis
marcadas nas cicatrizes
das minhas mãos
tão gentis
tão amaveis
assoladas pelo tempo


:: jose luis 08-12-11 às 08:08 AM
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. . .

discursão no Senado

logo.jpg
Significado de Torpe
adjetivo
Impudico, desonesto:
Infame, vergonhoso. /
Obsceno, indecente. /
Sórdido, ignóbil. /
Nojento.

na verdade a palavra torpe se enquadra muito bem a pessoa
aliás, a todos ali


:: jose luis 06-12-11 às 08:42 PM
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. . .

. . .

dona do meu peito
princesa
teus passos sutis
tua sutileza
teus saltos finos
marcam todos os meus espaços febris
esses assassinos
dão as cartas
me deixam feliz
mas me deixam marcas
e em cada cicatriz
é tanta coisa pra guardar
ah esse meu peito
que nunca se aquieta
desse tanto amar
esse peito de poeta
cheio de histórias pra contar
cada dia mais repleto
algumas quase esquecidas
outras entulhadas
espalhadas por ali
do chão até o teto


:: jose luis 01-12-11 às 09:54 PM
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. . .

. . .

pra viver um amor
é preciso
um olhar
um abraço
um sorriso
flores felizes
comidinhas
uma cama
um edredon
plantinhas pela casa
espalhadas
é bom
carregar consigo
algumas cicatrizes
testemunhos de velhos amigos
(se for precisar de argumentos)
pra viver um amor
é preciso
ter tempo
ser paciente
indulgente
chato
gentil
sutil
ciumento
tirar a mesa
lavar alguns pratos
rir
é preciso dormir
bem agarrado
sonhar
sofrer um pouco
quando estiver sozinho
esperar sentado
perdido num cantinho
na confusão da loja de sapatos
elogiar o vestido
o cabelo
é preciso
carinho
carencia
paciencia
renuncia
ouvir os apelos
é preciso relevar
retroceder
perdoar
pra viver um amor
é preciso
obstinação
percepção
dor
ter um certo brilho nos olhos
braços confortáveis
de vez em quando
achar que está ouvindo sinos
abrir mão de alguns direitos
assumir alguns afazeres
sentir um aperto no peito
quando tiver saudade
abandonar alguns prazeres
essencialmentes masculinos
explicar pacientemente
as regras mais simples
do futebol
passear de mãos dadas
pela praia
sob o sol
pra viver um amor
é preciso
é extremamente necessário
ser único
diferente
charmoso
atraente
uma pessoa decente
e ter muito bom humor
pra viver um amor
é preciso
ter coragem
argumentos
é preciso
ter bagagem
sentimentos nobres
verdadeiros
é preciso
ser um bom ouvinte
o melhor amigo
nunca esquecer
o telefonema
no dia seguinte
evitar ficar conversando
a toa
sobre amores antigos
pra viver um amor
é preciso
na boa
estar sempre presente
nos momentos dificeis
nas horas confusas
quando a pessoa
mais precisa de voce


:: jose luis 28-11-11 às 05:25 PM
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. . .

de tudo o que foi dito
a cada palavra
uma lágrima desesperada
caía
estraçalhada
espalhada na pia
o espelho embassado
aflito
apenas refletia
a casa em silencio
impávida
assistia
teus tapas de luva
solenes
teus golpes de faca
perenes
confusa
com calma
me rasgavas a blusa
ferias a minha dor
insana
insensata
enquanto o meu sangue desatado
escorria
pela minha alma
tudo bravata
pura poesia


:: jose luis 25-11-11 às 09:54 AM
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. . .

as lentes escuras
interrompem a luz
ofuscam a paisagem
dirijo cada vez mais veloz
o carro voa
na estrada deserta
não foi a toa
que eu fiquei sozinho
não foi a toa
que voce foi embora
e agora
vou eu aqui
vida afora
a procura de nada
querendo um amanhecer
uma madrugada
uma beira de mar


:: jose luis 24-11-11 às 09:04 PM
| Comments (1)

. . .

colho restos dos meus pés
no caminho
como colhia flores
antes de estar sozinho
guardo nos olhos
paisagens
pessoas
viagens
como guardava nas fotografias
como fazia versos impregnados
nas poesias
escondo no fundo das gavetas
nos cantos dos armários
em caixas lacradas
dentro do meu peito
lembranças
bilhetes
enfeites
perdulhicalhos
coisas inuteis
ocupando espaços
lembranças futeis
fastiando o cansaço
dos meus pensamentos
tenho andado tão lento
tenho andado tão calmo
não chovo mais
não vento
vivo tão em paz comigo
como há muito tempo


:: jose luis 24-11-11 às 02:10 PM
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. . .

te soletro
letra por letra
faço as pazes
com o meu peito
te prometo
palavra por palavra
quero esse amor refeito
mais que passado
mais que perfeito
finjo que te enlaço
do meu melhor jeito
toda ao meu redor
no meu mais estreito
te abraço feito
um anfitrião
um ladrão
um sequestrador
um sujeito
que não tem mais desculpa
que não tem pudor
que não tem razão
que assume a culpa
mas que não tem mais perdão
logo eu
que tantas vezes
te refiz
que te trouxe secretamente
de dentro da luz
de dentro de mim
que um dia
até já te fiz feliz
logo eu
tão indulgente que fui
que já te beijei tanto os pés
foram tantas poesias
e agora me vens
mesmo se eu não te quiser
mesmo que não te convenha
mesmo que não me possuas
mesmo que eu saiba quem és
vens te trazer pra mim
entre noites e luas
mulher
mesmo que eu não te queiras
mesmo que eu não te tenhas
ou invés
mas se acaso vier
que me venha só
que me venha nua
sem posses
sem planos
sem aneis
só tua


:: jose luis 24-11-11 às 01:10 PM
| Comments (0)

. . .

a insonia
o remédio
o medo
o tédio
a solidão reclusa
o sonho
o amanhecer bem cedo
os primeiros raios do sol
o banho
o botão entreaberto
da blusa
as manchas delicadas
no lençol
a frase sensual
o pedido
uma canção inesperada do Roberto
o sexo casual
consentido
dormir junto
acordar perto
comedido
a louça branca na mesa
o café da manhã
sutileza
queijo
pãeszinhos
frutas
jornal
beijos
carinhos
o amor matinal


:: jose luis 23-11-11 às 04:27 PM
| Comments (0)

. . .

. . .

o passado passa depressa
pelos meus olhos
tem a velocidade dos neutrinos
em frações mínimas de tempo
me transforma em outra pessoa
me faz voltar a ser
simplesmente um menino
meus pensamentos ecoam
voam a jato
escorrendo sobre o mar
ah esse mar a toa
esse mar sem fim
esse mar de deus
esse deus em mim
são tantos
talvez um deles me proteja
talvez me faça saber
o que o meu peito deseja
o que não esteja perto
o que seja fora do meu alcance
me faça aprender a olhar
muito mais longe
muito mais adiante
muito mais alem
daquilo que os meus olhos humanos
vem


:: jose luis 23-11-11 às 08:14 AM
| Comments (2)

. . .

minhas mãos deslizam
nos teus cabelos
meus dedos contornam
a tua boca
desenham o teu rosto
nos damos um encaixe perfeito
meu peito
contra o teu peito
nosso cheiro
nosso gosto
teus olhos me olham
assustados
mas não me vem
devem estar por perto da lua
de alguma estrela
ou de uma nuvem qualquer
volta meu bem
volta mulher
te busco eu
muito mais alem
do teu alem
poderoso
todo senhor de si
simplesmente encantado
por te-la ali


:: jose luis 22-11-11 às 02:05 PM
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. . .

ainda tenho meu pés
descalços
exaustos
desde que perderam o passo
erraram o caminho
atravessaram percalços
me deixastes pistas
migalhas pelo chão
sinais incertos
todos falsos
todos vãos
me perdi num deserto
te perdi de vista
te perdi de mim
me abandonastes aqui
com meus olhos longe
muito alem desse mar
muito alem da solidão
sem fim



:: jose luis 20-11-11 às 07:14 PM
| Comments (0)

. . .

te amo
assim que eu te vi
desde quando
meus olhos
te percorreram
inteira
te amo
de alguma maneira
que eu não reconheço
de alguma forma
que não teve
propriamente um começo
um meio
ou um fim
te amo
pra mim
pelo meu prazer
pra te ter
enfim
pra me fazer feliz
te amo
assim
como se fosse eu
como se fosse a mim
te amo
porque me condiz
porque me convem
te amo
meu bem
a toda prova
a toda hora
com toda força
de todo o meu coração
te amo
por mais
que eu negue
por mais
que eu diga não
por mais
que eu não queira
por mais
que eu me engane
por mais
que eu me ame
te amo
demais
em todos
os meus momentos
sempre que eu
me sinto só
sempre que eu
me sinto alguma pena
ou componho uma canção
faço um poema
te amo
porque eu preciso
ou simplesmente
pelo teu sorriso
pelo teu olhar
te amo
por te amar
só pra te cuidar
te proteger
te amo
pro mundo saber
te amo
porque
vale a pena
vale o sacrifício
porque
vale a dor
porque
já estava previsto
já estava escrito
em todos os livros
em todas as estrelas
porque essa é a tua sina
porque esse é o meu ofício
ser pra sempre
o teu grande amor


:: jose luis 19-11-11 às 08:35 AM
| Comments (1)

. . .

chuvas torrenciais
inundaram meus olhos
temporais em mim
incendios interiores
vulcões
avalanches
fizeram do meu peito
um lugar devastado
sem natureza
sem flores
um deserto sem fim


:: jose luis 17-11-11 às 08:49 AM
| Comments (0)

. . .

. . .

não...
não posso falar de flores
não tenho nenhuma razão
não consigo esquecer as dores
que vivem presas aqui no coração
não...
não domino o meu destino
nem tenho apreço
ao sofrimento
já faz muito tempo
amei uma certa mulher
que entrou na minha vida
simplesmente
como entra uma qualquer
veio em silencio
aquela sorrateira
enfim
como quem não queria nada
fingiu que gostava de mim
me invadiu a madrugada
tomou o meu lado da cama
me tirou do meu sono
esperta
vestiu só a parte de cima do pijama
se enfiou embaixo das minhas cobertas
passei noites inteiras
amando a tal fulana
dias e noites
noites e dias
todos os fins de semana
muitas garrafas de vinhos
comidinhas e doces
muitos beijos e carinhos
foi tudo o que ela me trouxe
mas não era o bastante
nem tudo o que é bom
satisfaz
eu adorava ser seu amante
mas nunca consegui sequer
ter um minuto de paz
amando assim essa mulher
acabei doando a minha alma
acabei me causando um desastre
aquela dona
aquele traste
de repente no meio de tudo
me abandona
me deixando a deriva
olhando os navios
num mar de saudade sem fim
hoje eu navego só
a procura de um porto
de um corpo
de um cais
de um outro peito
de um outro abraço
mas tanto fez
tanto faz
agora vou com bastante calma
sem entregar minha vida
sem doar outra vez
minha alma
nunca mais


:: jose luis 17-11-11 às 07:41 AM
| Comments (2)

. . .

. . .

. . .

. . .

enquanto tuas costas deslizam
nas minhas mãos
teus olhos abraçam os meus
tuas pernas se apoderam das minhas
que sem as tuas
se sentem tão sozinhas
tua boca me cala
num beijo inesperado
me faz engolir na minha voz
as palavras de amor
que eu decoro
que eu choro
que eu imploro
desesperado
por nós


:: jose luis 16-11-11 às 10:28 AM
| Comments (1)

. . .

o sol do brilho desse olhar
ilumina tanto
que me causa espanto
que me cega
enquanto
me carrega
leva meu corpo absorto
pela rua
que se entrega
em dores
em prantos
penso
que ainda te vejo nua
intenso
me perco
olhando desesperadamente
a lua
tenso
mergulho
profundamente
nas aguas escuras
do oceano denso
das vagas lembranças
tuas


:: jose luis 12-11-11 às 09:04 AM
| Comments (0)

. . .

vai
tira tua vida de mim
arranca essa faca do meu peito
essa camisa de força
destranca meus cadeados
abre as minhas janelas
escancara minhas portas
me deixa sentir a brisa do mar
vai
esquece tudo o que houve entre nós
o meu nome
o meu olhar
a minha voz
esquece os momentos intensos
o sono aconchegado
o calor da nossa cama
os nossos peitos ardentes
carentes em chama
o passado
o presente
o futuro
que nunca tivemos
que afinal
nunca vai existir
vai
melhor assim
sobreviveremos


:: jose luis 12-11-11 às 08:26 AM
| Comments (3)

. . .

mandei flores
presentes
fiz agrados
promessas
planos
projetos
sonhei
tantos sonhos
quietos
constantes
que meu pobre peito
se acostumou
a te ter sempre por perto
a todo o instante


:: jose luis 09-11-11 às 01:25 PM
| Comments (1)

. . .

CARLOS.bmp
a bolona da vez


:: jose luis 09-11-11 às 10:27 AM
| Comments (1)

. . .

amanhã
quando eu bater a porta
e desaparecer na vida
quando me der coragem
pra eu me desvencilhar
de todo o passado
abandonando tudo como está
ainda ficarão espalhados
rabiscados nas paredes
escondidos nos cantos da casa
nas marcas do sofá
nossos poemas e canções
misturados
entre as tantas ilusões
que já se foram
perdidas
na avalanche do tempo
no massacre dos sentimentos
dentro do peito
no fundo das feridas


:: jose luis 08-11-11 às 03:14 PM
| Comments (0)

. . .

amanheço o dia
negras nuvens
vagam assustadas no ceu
nossa cama
abandonada
ficou fria
caiu o veu
quebrou-se a porcelana
tudo virou poesia
já não somos mais
tudo aquilo que fomos um dia
um casal de fato
um casal sensato
um casal normal
mas não sei porque tem que haver
tanta sensatez
nessas coisas perenes do amor


:: jose luis 27-10-11 às 11:07 AM
| Comments (0)

. . .

tantos amores
passaram por mim
alguns se foram assim
do nada
desapercebidos
outros sairam feridos
outros contentes
outros até
me abandonaram felizes
entravam pela porta adentro
se trancavam comigo no quarto
se espalhavam na casa
uns eram tão experientes
outros meros aprendizes
alguns ficavam muito tempo
outros por algumas horas
poucos momentos
as vezes apenas uma madrugada
mas sempre o bastante
para algumas cicatrizes
me deixavam lembranças
desesperanças
presentes
versos
canções
promessas ardentes
palavras vazias
e muitas ilusões
o suficiente
tanto que hoje
ou ainda estão guardadas
ou viraram todas poesias


:: jose luis 25-10-11 às 08:58 PM
| Comments (0)

. . .

e então...
tudo vai se transformando aos poucos
como se fosse assim
as fases da lua
o movimento das ruas
o pensamento dos loucos
as plantas de um jardim
e aí...
passa a causar um certo desespero
vertigens
um mundo inteiro de mágoas
lágrimas
sorrisos
enfim...
tudo aquilo que não é preciso
pra se viver em paz


:: jose luis 25-10-11 às 04:36 AM
| Comments (1)

. . .

. . .

quando eu olho
as plantas baldias
abandonadas no jardim
eu penso em mim
eu penso em nós
tanto amor assim
não basta
hasta que tu vengas
mirarme de frente
com teus olhos carentes
inseguros
acender os meus cantos escuros
preencher meus vazios
eternos
tirar de mim
a dor
desse vento frio
de inverno


:: jose luis 21-10-11 às 06:17 AM
| Comments (0)

. . .

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