minha boca
guarda o beijo
das bocas que beijou
o perfume
o gosto da lingua
a urgencia
o desejo
a cor
guarda ainda
todas as palavras
aquelas que não foram ditas
as que falou
as palavras bonitas
ousadas
intempestivas
as palavras sem nexo
minha boca
guarda dentro dela
o amargo do gosto do sexo
a pressa da paixão
o fogo descontrolado
as promessas
os ruidos
o silencio da solidão
mulher
me faz bem
te imaginar por perto
me fez bem
ter te descoberto
poder amar
todos os teus detalhes
sentir tuas nuances
esse romance
mulher
me faz bem
ver o vento esperto
te constrangir
olhar quieto
esse teu ir e vir
tua blusa molhada
te ver despenteada
ver a noite te cobrir o corpo
me aconchegar sossegado
dentro do teu conforto
dividir a cama
te sentir assim
em chamas
te perssuadir
mulher
me faz bem
as tuas maos em mim
e me deixar assim
meio louco
meio heroi
sentir como me doi
te ter longe de mim
me faz bem
te esperar chegar
te ver entrar
correr ao teu encontro
te tocar inteira
ponto a ponto
mulher
nao me canso
quando eu te falo
quando eu te conto
tudo o que eu passo
aqui te esperando
mulher
me faz bem viver assim
te amando
tenho medo dos sonhos
que invadem meu sono
que falam de perdas
despedidas
abandonos
sonhos que se repetem
onde sempre aparecem
muros
ruas sem saida
becos escuros
caminhos sem fim
tenho medo dos sonhos assim
que eu acordo
suado
exausto
estranho
tenho medo dos sonhos ruins
que eu perco o controle
dos espacos
dos tamanhos
das distancias
das alturas
tenho medo dos sonhos
em que aparecem
vultos
criaturas
cenas paradas
naturezas mortas
tenho medo dos sonhos
que são cheios de portas
janelas
escadas
cavernas
abismos
encruzilhadas
tenho medo dos sonhos
com barcos
que me tiram do quarto
que me fazem navegar
mar adentro
sem rumo
sem amarras
sem vento
sem cais
tenho medo dos sonhos
sem paz
acalentados
daqueles que vão e voltam
como os amores complicados
que abandonam
mas não soltam
sonhos que me custam amanhecer
tenho medo dos sonhos
que me trazem voce
a deriva na vida
meu intrépido navio
procura um porto
nesse mar bravio
do teu corpo
quieto
quase morto
no conforto do cio
minhas mãos
incendiárias
em viagens imaginárias
reacendem os teus pavios
fomentam tuas brasas
acalentadas
latentes
guardadas a fio
mas tua boca me diz não
percorro paciente
teus sublimes
tuas vertentes
teus mangues
teus vãos
minhas unhas carentes
te riscam as costas
de vermelho-sangue
teus gemidos
e gritos impunes
agora são meus
desesperada
minha boca caça a tua
ultrapassa fronteiras
te aprisiona inteira
nua
como se fosse em correntes
numa grua
mas por costume
tua boca me diz não
e o meu amor coerente
que é
disfarça
se aquieta
se acomoda
e dorme são
jundo ao teu corpo inerte
de mulher
devastador
é o momento do gozo
o ciume
o fogo
é o toque das mãos
o perfume
o roçar da pele
o carinho novo
o abraço apertado
o beijo urgente
o olhar calado
a palavra fingida
que mente
o calor do corpo
o sexo ardente
o cansaço depois
devastador
é esse martirio
esse delirio
de nós dois
devastador
é o suplicio
pra viver esse amor
aos teus pés
ainda és
o que és
ainda estás
onde estás
ainda mais
tão mais bonita
mais radiante
apesar
dos maus tratos da vida
de quem não devia
de quem não te cuida
dos teus desgovernos
dos teus desamantes
és um dos meus grandes amores
apesar dos pesares
tens o mesmo luar
no mesmo ceu
nas mesmas cores
os mesmos mares
cintilando o mesmo azul
as mesmas flores
que te norteiam todo o sul
meu olhar sempre que se atreve
deslumbrado
debruçado
nos teus conveses
nas tuas beiras de mar
meus olhos acostumados
ainda surfam tuas marés
vislumbram teus montes
montanhas
horizontes
florestas
e a natureza te veste
te afaga
te enche de festas
por tudo que tu és
por todos os encantos
mereces cantos
canções
serestas
sinfonias
hinos
sambas
danças
poesias
por seres assim
entre todas elas
és a cidade mais bela
pra mim
Reclamando da inutilidade de programas como o Big Brother, ela deu a seguinte sugestão:*
*'Colocar todos os pré-candidatos à presidência da República trancados em uma casa,
debatendo e discutindo seus respectivos programas de governo. Sem marqueteiros,
sem assessores,sem máscaras e sem discursos ensaiados.*
*Toda semana o público vota e elimina um. *
*No final do programa, o vencedor ganharia o cargo público máximo do país.
Além de acabar com o enfadonho e repetitivo horário político, a população conheceria
o verdadeiro caráter dos candidatos.
Assim, quem financiaria essa casa seria o repasse de parte do valor dos telefonemas
que a casa receberia e ninguém mais precisará corromper empreiteiras ou empresas de lixo
sob a alegação de cobrir o 'fundo de campanha'
te quero
te quero assim
te quero agora
acordando ainda
sem reação
pensando em mim
desarrumada
linda
nao quero que voce decida
nao quero que voce se arrume
se penteie
se perfume
te quero assim
com cara de sono
bolada
confusa
logo depois da madrugada
em pleno sonho
em pleno susto
te quero agora
sem hora pra perder
a qualquer preço
a qualquer custo
te quero assim
insegura
caidaça
te quero daquele jeito
do jeito que voce me olha
do jeito que voce me abraça
do jeito que voce me cura
te quero agora
do jeito que voce esta'
do jeito que voce e'
te quero assim
bem mulher
meu pobre mar
se nao me engano
ja' foi oceano
correntezas
sinuosas
ondas vultosas
traicoeiras
aguas claras
brilhantes
e azuis
hoje raras
rasantes
passageiras
fazem meu corpo
quieto
inerte
nada mais ja' me conduz
triste agora
vejo borear
a tua aurora
teus espaços
estrelas
e quantas
tantas e tantas
que são
não me cabem nos braços
nao te posso contar
enquanto eu
que preciso tanto
um maremoto
um furacão que seja
uma corrente só
é tanto
que o meu corpo deseja
que me alcance
quente
fluente
que me movimente
que me agite no peito
que me faça solto
afeito
afoito
que traga a calma
em mim
quem me acalente
por fim
a alma
rimas pra que?
se ficavam por ali
jogadas pelo chão
poesias inacabadas
começos
recomeços
fragmentos de papeis
versos
reversos
avessos
crueis
palavras desbotadas
velhas
amareladas
nos espelhos do tempo
carregadas ao vento
arrancadas a força
do escuro
dos resquicios do pensamento
obscuro
presente
futuro
tormento
sempre me assusto
com ameaças de amor
paixões repentinas
cheiros diferentes
de flor
nervoso
indeciso
meto os pés pelas mãos
esboço sorrisos
uso frases decoradas
fujo de assuntos delicados
falo de amenidades
futebol
futilidades
não olho nunca
dentro dos olhos
procuro não tocar
demais a pele
não elogio o vestido
o beijo
finjo que não preciso
de carinho
de abraço
disfarço o desejo
evito poesias
quase não telefono
deixo despedidas secas
como se fossem adeus
deixando no ar
um jeito de abandono
como se nunca mais
fosse voltar
Justiça libera envolvido na morte do menino João Hélio
18/02 - 16:25 , atualizada às 18:40 18/02 - Anderson Dezan, iG Rio de Ja
Um dos envolvidos na morte do menino João Hélio, ocorrida em fevereiro de 2007 na zona norte do Rio de Janeiro, foi solto no último dia 10, segundo informações do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ). O jovem, que na época do crime era o único menor de idade envolvido, foi transferido para o regime de semiliberdade após ter completado a maioridade e cumprido três anos de medida socioeducativa.
“É preciso que [o jovem] seja estimulado a participar de outras atividades e grupos socialmente saudáveis”, afirmou o juiz Marcius da Costa Ferreira, da Vara de Infância e Juventude, em sua decisão. “Em análise aos processos, verifica-se que os relatórios indicam a continuidade nos atendimentos e encaminhamento do jovem e família a acompanhamento psicoterápico”, completou.
Na decisão, o magistrado determinou ainda que o acompanhamento psicoterápico deverá ser coordenado pelo Centro de Recurso Integrados de Atendimento ao Adolescente (CRIAAD). No regime semiaberto, o preso é solto de dia para trabalhar ou estudar e passa a noite preso. O jovem foi incluído no Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente Ameaçado de Morte e ficará em um local sigiloso do Brasil.
Maioridade Penal
Em março de 2007, o jovem foi condenado a três anos de reclusão com base no Estatuto da Criança e do Adolescente. O documento impõe um limite de três anos de reclusão para menores de 18 anos. Na época do crime, a pena foi considerada branda por uma parcela da população, levantando uma discussão sobre a diminuição da maioridade penal.
Relembre o crime
No dia 7 de fevereiro de 2007, Rosa Cristina voltava para casa de carro com os filhos João Hélio, de seis anos, e Aline, de 13. Ao parar em um sinal de trânsito em Oswaldo Cruz, na zona norte do Rio de Janeiro, ela foi abordada por cinco criminosos que ordenaram que saísse do carro.
Aline e Rosa, que estavam nos bancos da frente, saíram. Quando Rosa tirava o filho do banco de trás, que estava com o cinto de segurança, um deles bateu a porta, e outro arrancou. O corpo foi arrastado por 14 ruas de quatro bairros, totalizando cerca de sete quilômetros.
Moradores que estavam nas ruas gritavam desesperados ao verem o menino ser levado pelo veículo. Os criminosos fugiram pela escadaria da estação de trem de Cascadura. Durante as investigações, foi constatado que eles sabiam que o menino estava preso, o que caracterizou o crime como hediondo.
Carlos Eduardo Toledo Lima, o Dudu, que dirigia o carro, foi condenado a 45 anos de prisão, e Diego Nascimento da Silva, o São Caetano, que estava no banco do carona, recebeu pena de 44 anos e 3 meses. Thiago Abreu Matos e Carlos Roberto da Silva, o Pescocinho, foram condenados a 39 anos - eles não estavam no carro, mas participaram do assalto e deram “cobertura” no percurso, segundo a sentença.
carrego teus olhos
sempre comigo
se acaso
me quiseres rever
deixei contigo
o mesmo olhar
de despedida
se acaso
quiseres um dia
se arrepender
deixei rastros
pegadas
e pistas
deixei meu cheiro
na atmosfera
das flores
do nosso jardim
e quem sabe
la' pela primavera
lembres de mim
nas chuvas repentinas
do verão
no teu corpo encharcado
lembrancas covardes
sempre estarão
lado a lado
passando por perto
na falta da minha voz
nas lagrimas que ardem
nesse vazio de nós
nesse deserto
sabe os meus olhos
aqueles que viviam
molhados pelos teus
pois e'
por hora
se acalmaram um pouco
estao mais secos agora
sabe os meus pe's
aqueles que ao inve's
de ficarem te esperando
que ficavam aflitos
andando, andando
seguindo os teus passos
em pleno desespero
pois e'
por hora
se acalmaram um pouco
estao mais caseiros
descansando descalcos agora
sabe os meus bracos
aqueles que tentavam sempre
apertar teu corpo inteiro
pois e'
ja' que estao tao sozinhos
aparentemente desistiram
por hora
dos teus carinhos
estao solteiros agora
sabe a minha boca
aquela que eu dizia
que so' existia
pra beijar a tua
toda hora
todo dia
pois e'
ela continua
sonhando com teu beijo
mas so' por desejo
por puro desejo
sabe a lua
aquela que se espalhava
invejosa pela rua
que entrava na nossa festa
pelas frestas da janela
pois e'
agora ela
se esconde sobre as nuvens
por detras dos edificios
tenta evitar o suplicio
acha que nada mais tem graca
vaga pelo ceu
e simplesmente passa
so' por nunca mais poder assistir
aquele nosso fogo
aquele nosso jogo
completamente explicito
do nosso amor
Ministro do Supremo mantém prisão do governador Arruda
12/02 - 13:36, atualizada às 15:59 12/02 - iG São Paulo
ImprimirEnviarCorrigirFale ConoscoO gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, informou nesta sexta-feira que a decisão sobre o pedido de soltura do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex-DEM), deve ser divulgada oficialmente nesta tarde. O texto, que mantém a prisão do governador, está sendo redigido em seu gabinete.
BRASÍLIA - O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, se entregou na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Minutos depois de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decretar sua prisão preventiva, o governador deixou a residência oficial de Águas Claras. O comboio era composto por seis carros.
te imagino séria
olhos tristes
pensamento longe
aérea
debruçada no parapeito
olhando a lua
daquele mesmo jeito
saida do banho
nua
secando os cabelos soltos
no vento que passa pela janela
os mesmos sonhos
a mesma espera
a mesma ansiedade
a mesma vontade de amar
te imagino agora
olhar indeciso
preocupada com a hora
escolhendo o vestido
indo jantar fora
com algum novo amigo
um quase desconhecido
alguem que encontrou por aí
no trabalho
na rua
ou numa mesa de bar
te imagino ansiosa
bonita
preocupada
um pouco nervosa
vendo se exagerou
na maquiagem
ou na roupa
estudando cada gesto dele
quem sabe tentando encontrar
alguma coisa nele
na boca
na voz
no fundo dos olhos
num toque de pele
algo que seja familiar
te imagino se perguntando
porque quando ele te abraça
nunca sente nada parecido
com tudo aquilo que sentia antes
porque sente frio
desconforto
e o abraço dele
quando aperta o teu corpo
não te protege o bastante
não te arrepia os pelos
e não acende a chama
te imagino cansada
tentando esquecer
essa noite
um pesadelo
as brincadeiras sem graça
com ele na cama
a demora
o prazer que não veio
o beijo seco na despedida
te imagino aborrecida
na frente do espelho
olhando teus seios
falando mal de mim
enquanto tira o vestido
falando bem de mim
enquanto alisa o teu corpo
o pensamento passado
os olhos molhados
de tanto chorar
no caminho de volta
te imagino pensando
cheia de revolta
de um dia ter me conhecido
que depois de mim
nunca mais ter conseguido
se apaixonar outra vez
te imagino sozinha
rolando na cama
tentando dormir
por toda a madrugada
até que mais um dia amanheça
e aí então talvez
quem sabe
quem sabe alguem apareça
e aos poucos
com muita calma
me arranque de dentro da tua alma
e enfim
te faça feliz
Lula encaminha projeto que pune corrupção
08/02 - 19:13 - Agência Estado
Logo Agência Estado
Um projeto de lei encaminhado nesta segunda-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso vai mirar a parte mais sensível das empresas que se envolvem em escândalos de corrupção: o faturamento. As empresas que adotarem como prática o tráfico de influências para obter vantagens nos contratos com a administração pública, sonegarem tributos decorrentes da execução de contratos celebrados com os governos ou fraudarem licitações poderão ser multadas e, no limite, fechadas pela Justiça.
meus olhos tolos
guardam um rosto
e eu ainda nao consigo po-los
sequer de relance
nos olhos de outra mulher
nao me dao nenhuma chance
de um outro amor
de um outro romance
meus bracos enfraquecidos
bem mais inibidos do que eram antes
se sentem tao sozinhos
mas ainda tem forca o bastante
para apertar com o mesmo jeito de amante
um outro corpo de mulher
reconheco perfumes
a linguagem da pele
uma crise boba de ciume
a hora do gozo
as regras do jogo
e os labirintos do amor
quase todos
carrego comigo
faz tempo
um mote
lembrancas
tristezas
saudades
momentos
aos potes
dadivas
danos
duvidas
dote
carrego comigo
sonhos
beijos
desejos
minha alma de quixote
uma calma ingloria
musica de realejo
da minha historia
suspiros
lampejos
ando
respiro
me olho no espelho
me confronto
e nao me vejo
nao me encontro
e isso ate' que me seduz
nao tenho medo do escuro
mas pelo sim
pelo nao
acendo a luz
lua minha
inteira
sozinha
de forma nova
formosa
faceira
lua nua
cumplice
parceira
parcimoniosa
lua dividida
lua da vida
lua prosa
toma pra ti
esses versos
singelos
secretos
lua moça
te confesso
o que seria
das bocas
dos beijos
dos sonhos
dos dias
dos namorados
da poesia
lua benvinda
mais lua ainda
lua menina
recortada em versos
repartida em rimas
te acarecio com os olhos
enquanto me olhas de cima
quero outras palavras
palavras novas
te quero mais prosa
te rimo com flor
com rosa
com cor
com tudo
tanto se faz
tanto se for
lua de paz
lua de amor
me contento
me contenho
descanso
desdenho
contudo
deitado
te olho
de lado
num canto
completamente mudo
tem poesia
nos teus pés
tocando no asfalto
no teu salto alto
no movimento frenético
dos teus quadris
tem poesia
na sincronia das alas
no romance esfuziante
da porta bandeira
nos rodopios flutuantes
do mestre sala
na mulata vestida de imperatriz
tem poesia
na bateria
na batucada
na chuva fina
na madrugada
no samba de raiz
tem poesia
nos olhos do povo
nas arquibancadas
suado
e cantando feliz
tem poesia
na luz serena da lua
te ver sambar assim
morena e quase nua
jogando teus olhares pra mim
tem poesia
no nosso cansaço
nos nossos corpos exaustos
nos nossos pes descalcos
no nosso abraço final
tem poesia
no amanhecer do dia
tem poesia
no nosso carnaval
ainda tenho meus olhos
aprisionados aos teus
mas os teus olhos
ja' nao tem os meus
tenho minhas pernas
livres das tuas
mas elas ja' nao sabem
como caminhar na rua
o gosto do teu beijo
ainda me arde na boca
ainda me envenena
tenho teu cheiro
impregnado na roupa
tua voz serena
semeia gritos
nos meus ouvidos
depois de tanto tempo
ainda ouco os teus gemidos
esses sentimentos
ja' nao fazem mais sentidos
sao um contra-senso
sao descabidos
um grande infortunio inacabado
coisa de amor ferido
coisa de amor abandonado
Palavras atribuidas a personagem "RADICAL CHIC"de Miguel Paiva
"Certas dietas são simples. É só cortar açúcar, frituras, massas, molhos, bebidas alcoólicas, pães, biscoitos... e os pulsos."
"Que me despreze, me maltrate, me agrida, tudo bem. Mas não falar de mim nem pro analista, é demais."
"Dizem que estou ficando amarga, enjoada, ácida, sem graça. Não é verdade. É só colocar limão, adoçante, sexo, gelo, brilhantes e mexer gostoso, que eu fico maravilhosa!"
"Adoro quando os feirantes, os porteiros e os pedreiros do meu bairro me chamam de gostosa. É a comunidade solidária!"
"Paulo era lindo, sensível, carinhoso, engraçado, elegante, delicado, gostoso, honesto, companheiro, discreto... e gay."
"E aí a gente vai sair daqui, vai para um motel, aí vai transar, aí vai querer de novo, aí eu me apaixono, aí você vai dizer que não quer compromisso, aí eu vou achar você um babaca, aí a gente vai brigar, aí eu vou te odiar... Tem certeza de que ainda quer saber o meu nome?"
"Sexo seguro, pra mim, é transar com o melhor amigo."
"Faço dieta americana, uso produtos franceses, malho com um personal neozelandês, faço localizada com uma russa, e não adianta. Não consigo diminuir essa bunda brasileira."
"Terminei com o Betão. A gente se entendia superlegal, gostava das mesmas coisas, tinha tesão um no outro, se tratava com carinho, detestava o cinema iraniano... mas faltava conflito, entende?"
"Faço meditação, aeróbica, judô, musculação. Jogo xadrez, vídeo game, King e batalha-naval. Estudo antropologia, física quântica, matemática e arqueologia. Escalo montanhas, faço vôo livre, salto de pára-quedas. Leio, escrevo, toco piano, pinto e bordo. Ufa!!!!! O que a gente não faz para compensar a falta de sexo gostoso..."
"Casamento é loteria. Agora, me responda, com sinceridade: quantas vezes você já ganhou na loteria?"
(Marlene)
2010-01-29 12:23:48
Para compositor Nelson Motta, tudo que Hugo Chávez toca 'vira barro'
Artigo foi publicado nesta sexta-feira no jornal "O Globo". Enquanto isso, crise institucional na Venezuela continua. País nega ter invadido espaço aéreo da Colômbia.
deixo
nas marcas dos meus abraços
falsas pistas
mentiras
promessas
e pétalas de flores
coisas dessa minha solidão altruista
aventureira
e carente a beça
de grandes amores
Presidente Lula é internado com crise hipertensiva e cancela viagem a Davos
28/01 - 03:47 , atualizada às 04:56 28/01 - iG São Paulo
RECIFE - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi internado na noite desta quarta-feira com crise hipertensiva, confirmou o médico da presidência Cléber Ferreira e a assessoria do Hospital Português, em Recife. De acordo com informações, a pressão de Lula chegou a atingir 18 por 12, considerado pelos médicos um índice alto.
agora me vejo aqui
pacientemente sentado
no colo dessa minha espera
vendo o tempo passar
feito quimera
impiedoso
impune
lento
pela janela
eu morro de medo
e me cerco
de todos os lados
trancado no meu aconchego
dentro dos meus olhos fechados
atras das cortinas
dos tapumes
tenho sempre cuidado onde piso
mas nao me furto de olhares
nao escondo sorrisos
nem deixo brechas
nao abro a guarda
e a minha solidao
amiga de todas as horas
carinhosamente me acolhe
com armas poderosas
que ela mesma escolhe
e com garras afiadas
poderosamente me resguarda
(Edilene) Kseniya Simonova foi a ganhadora da edição Ucraniana do Got Talent.
Na final, ao vivo, fez uma animação da invasão da alemanha na Ucrânia durante a Segunda Guerra Mundial, tendo usado os dedos e uma superfície com areia.
Trouxe lágrimas aos olhos de juízes e do público.
Foram 8 minutos maravilhosos que demonstraram um talento especial e trouxeram, através da arte, a memória viva de uma guerra que marcou várias gerações.
"Uma mulher não pode ser submissa ao homem por causa de um prato de comida. Tem que ser submissa porque gosta dele" Lula
posted by Marina | Comentários (0)
a sincronia
no desencontro dos pes
no passo adiante
no olhar cortante
em vieis
no rosto dos amantes
no movimento languido
denso
exuberante do vestido
um prazer tao intenso
mas sem sorrisos
o desmaio momentaneo
os corpos entregues
ardentes
leves
dolentes
em completa calma
calma de poeta
que rouba a alma
que devasta paixoes
que sangra coracoes
como punhais
em forma de cancoes
em rodopios fluentes
que flutuam sem paz
benvinda
de onde quer
que tenha vindo
de um canto escuro
de um sonho
do limbo
de um sentimento confuso
de um pensamento furtivo
do fundo de um olhar
de um grito aprisionado no ouvido
do mar
benvinda
que não me veio antes
se deve ter vindo de longe
de la'
bem distante
onde se escondem os desejos
onde moram as incertezas
onde dormem os amantes
onde descansam em paz
todas as saudades
quem sabe se veio
de uma outra cidade
de um outro país
de dentro da minha própria casa
de onde eu jamais esperava
de onde eu não mais queria
de um falso caminho
riscado com giz
de um tropeço meu
debaixo do meu nariz
dos versos da poesia
benvinda
por tanto que eu sempre te esperei
por tanto que eu sempre te quis
O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, afirmou nesta quarta-feira que Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, integra uma seleta galeria de pessoas como Madre Teresa de Calcutá e Irmã Dulce. “São pessoas que melhoram o mundo e seu tempo e impedem que o ser humano descreia de si mesmo”, disse em nota.
busca em voce
as estrelas
da tua noite escura
o que te enfeita
o que te realça
o vestido novo que te aceita
que te deixa bonita
a pedra falsa
o passo de dança
que te pega na cintura
que te excita
o olhar estranho que te lança
alguem feliz
que te rodeia
a esperanca alheia
a multidão da rua
a praia deserta
a maré cheia
a lua
busca em voce
a sanidade pra tua loucura
a calma
o unguento amargo
da tua cura
procura
no fundo da tua alma
o único porto
que ancora teu barco
mas tira o teu corpo cansado
de dentro desse quarto
corre que o dia já amanheceu
e o sol enorme lá fora
é todo teu
A poesia dorme.
Nem pesadelo nem doce sonho.
Bateu um vento
bem no meio de um porquê.
Petrifiquei bem aí.
Não teve um fator paralisante.
Só um não ter para onde ir.
Ninguém me acalma
ou preocupa nesse instante.
Nem é o nada quem me abraça,
ele não faria tanto por mim.
É só um não sentir.
Guardei tudo o que não consigo lidar em caixas e estoquei.
Estou bem no meio de um grande armazém.
O motivo pediu conta e foi surfar no Havaí.
Ingredientes, lenha e fogão
está tudo aqui.
Só não há fome.