meus olhos tolos
guardam um rosto
e eu ainda nao consigo po-los
sequer de relance
nos olhos de outra mulher
nao me dao nenhuma chance
de um outro amor
de um outro romance
meus bracos enfraquecidos
bem mais inibidos do que eram antes
se sentem tao sozinhos
mas ainda tem forca o bastante
para apertar com o mesmo jeito de amante
um outro corpo de mulher
reconheco perfumes
a linguagem da pele
uma crise boba de ciume
a hora do gozo
as regras do jogo
e os labirintos do amor
quase todos
carrego comigo
faz tempo
um mote
lembrancas
tristezas
saudades
momentos
aos potes
dadivas
danos
duvidas
dote
carrego comigo
sonhos
beijos
desejos
minha alma de quixote
uma calma ingloria
musica de realejo
da minha historia
suspiros
lampejos
ando
respiro
me olho no espelho
me confronto
e nao me vejo
nao me encontro
e isso ate' que me seduz
nao tenho medo do escuro
mas pelo sim
pelo nao
acendo a luz
lua minha
inteira
sozinha
de forma nova
formosa
faceira
lua nua
cumplice
parceira
parcimoniosa
lua dividida
lua da vida
lua prosa
toma pra ti
esses versos
singelos
secretos
lua moça
te confesso
o que seria
das bocas
dos beijos
dos sonhos
dos dias
dos namorados
da poesia
lua benvinda
mais lua ainda
lua menina
recortada em versos
repartida em rimas
te acarecio com os olhos
enquanto me olhas de cima
quero outras palavras
palavras novas
te quero mais prosa
te rimo com flor
com rosa
com cor
com tudo
tanto se faz
tanto se for
lua de paz
lua de amor
me contento
me contenho
descanso
desdenho
contudo
deitado
te olho
de lado
num canto
completamente mudo
tem poesia
nos teus pés
tocando no asfalto
no teu salto alto
no movimento frenético
dos teus quadris
tem poesia
na sincronia das alas
no romance esfuziante
da porta bandeira
nos rodopios flutuantes
do mestre sala
na mulata vestida de imperatriz
tem poesia
na bateria
na batucada
na chuva fina
na madrugada
no samba de raiz
tem poesia
nos olhos do povo
nas arquibancadas
suado
e cantando feliz
tem poesia
na luz serena da lua
te ver sambar assim
morena e quase nua
jogando teus olhares pra mim
tem poesia
no nosso cansaço
nos nossos corpos exaustos
nos nossos pes descalcos
no nosso abraço final
tem poesia
no amanhecer do dia
tem poesia
no nosso carnaval
ainda tenho meus olhos
aprisionados aos teus
mas os teus olhos
ja' nao tem os meus
tenho minhas pernas
livres das tuas
mas elas ja' nao sabem
como caminhar na rua
o gosto do teu beijo
ainda me arde na boca
ainda me envenena
tenho teu cheiro
impregnado na roupa
tua voz serena
semeia gritos
nos meus ouvidos
depois de tanto tempo
ainda ouco os teus gemidos
esses sentimentos
ja' nao fazem mais sentidos
sao um contra-senso
sao descabidos
um grande infortunio inacabado
coisa de amor ferido
coisa de amor abandonado
Palavras atribuidas a personagem "RADICAL CHIC"de Miguel Paiva
"Certas dietas são simples. É só cortar açúcar, frituras, massas, molhos, bebidas alcoólicas, pães, biscoitos... e os pulsos."
"Que me despreze, me maltrate, me agrida, tudo bem. Mas não falar de mim nem pro analista, é demais."
"Dizem que estou ficando amarga, enjoada, ácida, sem graça. Não é verdade. É só colocar limão, adoçante, sexo, gelo, brilhantes e mexer gostoso, que eu fico maravilhosa!"
"Adoro quando os feirantes, os porteiros e os pedreiros do meu bairro me chamam de gostosa. É a comunidade solidária!"
"Paulo era lindo, sensível, carinhoso, engraçado, elegante, delicado, gostoso, honesto, companheiro, discreto... e gay."
"E aí a gente vai sair daqui, vai para um motel, aí vai transar, aí vai querer de novo, aí eu me apaixono, aí você vai dizer que não quer compromisso, aí eu vou achar você um babaca, aí a gente vai brigar, aí eu vou te odiar... Tem certeza de que ainda quer saber o meu nome?"
"Sexo seguro, pra mim, é transar com o melhor amigo."
"Faço dieta americana, uso produtos franceses, malho com um personal neozelandês, faço localizada com uma russa, e não adianta. Não consigo diminuir essa bunda brasileira."
"Terminei com o Betão. A gente se entendia superlegal, gostava das mesmas coisas, tinha tesão um no outro, se tratava com carinho, detestava o cinema iraniano... mas faltava conflito, entende?"
"Faço meditação, aeróbica, judô, musculação. Jogo xadrez, vídeo game, King e batalha-naval. Estudo antropologia, física quântica, matemática e arqueologia. Escalo montanhas, faço vôo livre, salto de pára-quedas. Leio, escrevo, toco piano, pinto e bordo. Ufa!!!!! O que a gente não faz para compensar a falta de sexo gostoso..."
"Casamento é loteria. Agora, me responda, com sinceridade: quantas vezes você já ganhou na loteria?"
(Marlene)
2010-01-29 12:23:48
Para compositor Nelson Motta, tudo que Hugo Chávez toca 'vira barro'
Artigo foi publicado nesta sexta-feira no jornal "O Globo". Enquanto isso, crise institucional na Venezuela continua. País nega ter invadido espaço aéreo da Colômbia.
deixo
nas marcas dos meus abraços
falsas pistas
mentiras
promessas
e pétalas de flores
coisas dessa minha solidão altruista
aventureira
e carente a beça
de grandes amores
Presidente Lula é internado com crise hipertensiva e cancela viagem a Davos
28/01 - 03:47 , atualizada às 04:56 28/01 - iG São Paulo
RECIFE - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi internado na noite desta quarta-feira com crise hipertensiva, confirmou o médico da presidência Cléber Ferreira e a assessoria do Hospital Português, em Recife. De acordo com informações, a pressão de Lula chegou a atingir 18 por 12, considerado pelos médicos um índice alto.
agora me vejo aqui
pacientemente sentado
no colo dessa minha espera
vendo o tempo passar
feito quimera
impiedoso
impune
lento
pela janela
eu morro de medo
e me cerco
de todos os lados
trancado no meu aconchego
dentro dos meus olhos fechados
atras das cortinas
dos tapumes
tenho sempre cuidado onde piso
mas nao me furto de olhares
nao escondo sorrisos
nem deixo brechas
nao abro a guarda
e a minha solidao
amiga de todas as horas
carinhosamente me acolhe
com armas poderosas
que ela mesma escolhe
e com garras afiadas
poderosamente me resguarda
(Edilene) Kseniya Simonova foi a ganhadora da edição Ucraniana do Got Talent.
Na final, ao vivo, fez uma animação da invasão da alemanha na Ucrânia durante a Segunda Guerra Mundial, tendo usado os dedos e uma superfície com areia.
Trouxe lágrimas aos olhos de juízes e do público.
Foram 8 minutos maravilhosos que demonstraram um talento especial e trouxeram, através da arte, a memória viva de uma guerra que marcou várias gerações.
"Uma mulher não pode ser submissa ao homem por causa de um prato de comida. Tem que ser submissa porque gosta dele" Lula
posted by Marina | Comentários (0)
a sincronia
no desencontro dos pes
no passo adiante
no olhar cortante
em vieis
no rosto dos amantes
no movimento languido
denso
exuberante do vestido
um prazer tao intenso
mas sem sorrisos
o desmaio momentaneo
os corpos entregues
ardentes
leves
dolentes
em completa calma
calma de poeta
que rouba a alma
que devasta paixoes
que sangra coracoes
como punhais
em forma de cancoes
em rodopios fluentes
que flutuam sem paz
benvinda
de onde quer
que tenha vindo
de um canto escuro
de um sonho
do limbo
de um sentimento confuso
de um pensamento furtivo
do fundo de um olhar
de um grito aprisionado no ouvido
do mar
benvinda
que não me veio antes
se deve ter vindo de longe
de la'
bem distante
onde se escondem os desejos
onde moram as incertezas
onde dormem os amantes
onde descansam em paz
todas as saudades
quem sabe se veio
de uma outra cidade
de um outro país
de dentro da minha própria casa
de onde eu jamais esperava
de onde eu não mais queria
de um falso caminho
riscado com giz
de um tropeço meu
debaixo do meu nariz
dos versos da poesia
benvinda
por tanto que eu sempre te esperei
por tanto que eu sempre te quis
O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, afirmou nesta quarta-feira que Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, integra uma seleta galeria de pessoas como Madre Teresa de Calcutá e Irmã Dulce. “São pessoas que melhoram o mundo e seu tempo e impedem que o ser humano descreia de si mesmo”, disse em nota.
busca em voce
as estrelas
da tua noite escura
o que te enfeita
o que te realça
o vestido novo que te aceita
que te deixa bonita
a pedra falsa
o passo de dança
que te pega na cintura
que te excita
o olhar estranho que te lança
alguem feliz
que te rodeia
a esperanca alheia
a multidão da rua
a praia deserta
a maré cheia
a lua
busca em voce
a sanidade pra tua loucura
a calma
o unguento amargo
da tua cura
procura
no fundo da tua alma
o único porto
que ancora teu barco
mas tira o teu corpo cansado
de dentro desse quarto
corre que o dia já amanheceu
e o sol enorme lá fora
é todo teu
A poesia dorme.
Nem pesadelo nem doce sonho.
Bateu um vento
bem no meio de um porquê.
Petrifiquei bem aí.
Não teve um fator paralisante.
Só um não ter para onde ir.
Ninguém me acalma
ou preocupa nesse instante.
Nem é o nada quem me abraça,
ele não faria tanto por mim.
É só um não sentir.
Guardei tudo o que não consigo lidar em caixas e estoquei.
Estou bem no meio de um grande armazém.
O motivo pediu conta e foi surfar no Havaí.
Ingredientes, lenha e fogão
está tudo aqui.
Só não há fome.
Zoo alemão prepara cinco elefantas para parto com ginástica pré-natal
12/01 - 07:39 - BBC Brasil
Um zoológico na Alemanha colocou cinco das suas elefantas em uma rotina diária de exercícios para ajudá-las a ter uma gravidez e um parto mais saudáveis.
com a tragedia de Angra dos Reis
vem a tona as contrucoes irregulares
feitas em terrenos alagados, barrancos e ate' em pedras
claro que nao e' so' em Angra
basta morar aqui no Rio, levantar os olhos
e olhar em volta
vai se deparar com barracos, casas de alvenaria
e ate' predios construidos nessas mesmas situacoes
sem nenhuma atitude do poder publico
que alias e' cumplice
em epocas de eleicoes
como sera' 2010
esse mesmo poder publico
vai correndo visitar essas mesmas construcoes
pedindo pelo amor de deus
um voto
um votinho que seja
depois da tragedia
vem a verba
com muitos "donos"
governo federal, estadual e municipal
todos disputando o titulo de salvador da patria
salvador dos desabrigados
entao vem a famigerada "liberacao de recusos publicos"
que sabe-se la' pra onde vao
so' se sabe que nada muda
nunca muda
e tudo, no proximo verao
vai se repetir
Arruda pede perdão por 'pecados' cometidos na gestão
07/01 - 18:43 - Agência Estado
Logo Agência Estado
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex-DEM), pediu nesta quinta-feira "perdão" pelos "pecados" que cometeu referentes aos episódios investigados pela Polícia Federal sobre o esquema de corrupção em seu governo. Antes, afirmou que errou e perdoou seus adversários. "Talvez, ingenuamente, eu permiti que esses interesses tão contrariados ficassem tão próximo de mim", disse.
nossos olhos
mudaram de olhares
trocaram de pares
talvez estejam felizes
apesar dos pesares
das cicatrizes
da mudança de ares
dos amigos
dos bares
de outros corpos
de outros portos
de outros mares
mudaram as ruas
as mulheres nuas
só a mesma lua
continua
e a saudade
quando se insinua
essa não
essa é tua
só tua
Rotina de Santa Rita do Passa Quatro muda com ganhador de Mega-Sena
06/01 - 19:25 - Ricardo Galhardo, iG -Sao Paulo
Os 27 mil habitantes de Santa Rita do Passa Quatro começaram 2010 em clima de euforia. Afinal, os R$ 72 milhões ganhos por seu Adolfo, um jardineiro aposentado de 78 anos, no sorteio da Mega-Sena de Ano Novo, representam 146% de todo o orçamento da prefeitura para este ano, fixado em R$ 49 milhões. "Se este dinheiro for aplicado na cidade pode trazer muitos benefícios, gerar empregos, arrecadação, valorizar os imóveis", prevê o vice-prefeito, Junior Aparecido Otaviano (PMDB).
Mas bastou menos de uma semana para a euforia se transformar em preocupação e medo. As autoridades e a população temem que a fama repentina atraia criminosos, interessados na fortuna de seu Adolfo. A Polícia Militar teve de reforçar o policiamento para apaziguar a cidade. "Pode virar um chamariz", admite Otaviano.
Ricardo Galhardo/iG São Paulo
Fachada da casa de seu Adolfo
O tímido pelotão da Polícia Militar ganhou o reforço de homens e automóveis. Segundo moradores, um helicóptero da PM passou a ser visto na cidade depois do sorteio do dia 31 de dezembro. "O policiamento foi reforçado, sim, mas o motivo não é a segurança do seu Adolfo. Estamos nos precavendo pois não sabemos o que pode acontecer daqui para a frente", diz o comandante da PM em Descalvado e Santa Rita, capitão Luiz Sérgio Mussolini Filho.
Rumores sobre a presença de pessoas “mal-encaradas” e tentativas de sequestro proliferaram na cidade desde o anúncio do prêmio. "Isso já está mexendo com a cidade. Outro dia a polícia foi acionada porque um homem mal-encarado chegou a um bar perguntando sobre o seu Adolfo, pelo nome completo", afirma a jornalista Patrícia Zamproino, de "O Santaritense", principal jornal da cidade.
Sorte do ganhador
"Dinheiro na mão é vendaval", "o dinheiro não traz felicidade" etc. É longa a lista de clichês e frases feitas usados para descrever a sorte de seu Adolfo. No domingo, três dias depois de conferir o bilhete premiado, ele foi obrigado a pedir proteção à polícia. Dois, de seus mais de trinta netos, tentaram roubar o Fusca 1961 amarelo do premiado. Os dois têm envolvimento com drogas.
"Quando nossa viatura chegou, eles fugiram para o mato, mas estamos de olho", diz o capitão Mussolini.
Segundo relatos de pessoas próximas à família, seu Adolfo ameaçou rasgar o bilhete, amargurado pelos desentendimentos entre os 11 filhos por causa do dinheiro. Foi dissuadido pelo filho Pedro, que guardou a aposta até o dia seguinte, quando toda a família teria partido para Ribeirão Preto, fugindo do assédio e ameaças.
"Os filhos do seu Adolfo são todos gente boa, trabalhadores, puxaram a ele. O problema são alguns netos que se envolveram com drogas", conta um amigo da família.
Um exemplo da paranoia que tomou conta da familia é o episódio protagonizado por um dos genros do aposentado. Ele foi normalmente para o trabalho em um supermercado da cidade, na segunda-feira, quando todos já sabiam quem era o premiado. Teve de sair de lá com escolta da polícia.
Fuga de Santa Rita
Ninguém sabe ao certo o destino de seu Adolfo e quem sabe não diz. Segundo pessoas próximas, ele está recebendo amparo de amigos, advogados e até de um psicólogo. "A ficha ainda não caiu", diz o jornalista Adilson de Freitas, para quem o novo milionário trabalhou como jardineiro nos últimos 20 anos.
Ricardo Galhardo, iG São Paulo
Latinhas que seu Adolfo vendia
Segundo pessoas que tiveram contato com ele depois do sorteio, seu Adolfo não consegue dimensionar o montante recebido. Para alguns ele disse que agora pode contratar um bom plano de saúde para a mulher, Ana, que fazia tratamento em Ribeirão Preto às custas da prefeitura. Para outros afirmou que gostaria de comprar duas latas de tinta para pintar o muro de sua casa no Jardim Nova Santa Rita. "Para você ter uma idéia, ele me perguntou se o dinheiro dá para ele reformar o Fusca. Respondi que agora ele pode ter todos os fuscas do Brasil", conta o capitão Mussolini.
Um dos rumores mais recorrentes na cidade é que ele teria oferecido R$ 5 milhões pela Santa Urbana, uma fazenda de café centenária, onde foi criado. De acordo com pessoas que acompanham seu Adolfo de perto, o negócio não passa de boato. O mais provável é que ele divida o prêmio em partes iguais com os filhos. "É um sonho que ele nunca escondeu", afirma Adilson de Freitas.
Apostas
O jogo era o passatempo preferido do sorteado. Durante décadas ele jogou regularmente em quase todas as loterias oficiais. "Ele também não perdia um bingo. Este prêmio saiu para uma pessoa que realmente tinha fé na sorte", diz dona Vera, vizinha há 24 anos.
Terça-feira, Adilson de Freitas encontrou em sua chácara dezenas de bilhetes de apostas de seu Adolfo. "Ele guardava cópias não sei para quê."
As apostas eram o luxo de seu Adolfo. Ele vivia das aposentadorias dele e da mulher. Ambos ganhavam salário mínimo. O orçamento era reforçado com o trabalho de jardineiro, que rendia R$ 150 por mês, e a venda de latinhas de alumínio, muitas delas ainda amontoadas em um corredor.
O vice-prefeito conta uma história exemplar, ouvida da boca do próprio seu Adolfo, ocorrida na época em que ele ainda morava na fazenda Santa Urbana. "Um homem que estava de visita na fazenda pediu para ele cinco frangos caipiras. Ele respondeu que só criava os frangos. Se o homem quisesse, deveria trazer um papel por escrito do proprietário da fazenda. O proprietário consentiu, deu o papel, mas o visitante mudou o 5 para 15. Seu Adolfo deu os 15 frangos e depois ainda teve que ouvir uma reprimenda do patrão", relembra Junior Otaviano.
"Ele costumava dizer que 'nóis é pobre mas nóis veve'. Tinha uma vida feliz na simplicidade. Na última vez que falamos, por telefone, ele me pareceu perturbado e chegou a perguntar: 'o que eu fiz para precisar de tanta segurança e não poder voltar para minha casa?'", diz Adilson de Freitas.
Outra noite insone. Levanto com meus olhos desajeitados e espio pela janela. O céu tem uma cor errônea, parece nem caber no que vejo. Algumas estrelinhas desmaiam no chão e decido guardar a lua entre meus cílios. Preciso levá-la comigo. Preciso que seja morada junto aos sonhos que escorrem por minhas pálpebras enquanto as mesmas se fecham. Às vezes, teimosas, tentam prender dentro em si uma estrela cadente que, inquieta, dança com seu rabicho e me faz virar luz mesmo sem querer.
Eu, hoje, faço muito tempo. Sou lembrança. Um tom sépia, um cheiro de história contada por alguém numa cadeira de balanço, enquanto um e outro olhar atento tenta decifrar as memórias do que é antiguidade. Talvez meu lado de dentro seja um relicário. Talvez alguém, um dia, diga que meus lábios sempre sopraram beijos. Meu coração só registra carinhos, e nunca dorme.
Há algum tempo caminho por aí sem relógios. Meu amor é conjugado no infinito. Minhas orações já não se subordinam. E nessas noites sem sentido, como a de hoje, eu só sei observar. Viro plateia de mim mesma. Vejo várias de mim, e me perco naquela que não sou. Se tocasse um samba, eu sorriria e cairia na roda, levantando o copo e sendo um sorriso. São coisas internas. Minhas maneiras de fazer folia. Eu ardo, e solto poesia com meus passos tortos. Fico invisível com um fechar de olhos. Em silêncio. Num sussurro.
Meu esconderijo é aqui. São as letras. É o excesso de movimento que me joga para o meu quarto, com essa parede verde que me ensina a enovelar a vida. É o ponto, a formação de palavras, a ausência de sentido no que escrevo. Apenas a necessidade de rabiscar o papel em branco. Preciso escorrer. Gosto do mal explicado. Nunca gostei dos parênteses. Me retiro e me coloco em aspas quando bem entendo.
Quando menor, era o céu desabar e eu rabiscar vários sóis de giz, na calçada. Eu resolvia o problema. O cinza ia embora e trazia arco-íris. Eu também sempre contei estrelas, apontando com o indicador, nunca levei a sério as superstições. E acho muito justo acreditar que meu nome e o dele dentro de um coração desenhado a lápis guarda o amor e cria uma redoma para todas as peculiaridades escondidas que a cumplicidade faz brotar.
Eu decidi apostar no mundo, então. Imperfeito. Mesmo que alguns dias sejam assim, tão carregados com esse gosto de domingo. Agora mesmo queria comer amoras que despencam doces de um canto cheio de sombra. É noite, mas tá fazendo sol. Meu rosto vira um jardim. Flores, flores, flores. A primavera sempre soube caber nas demais estações. Eu gosto de me apaixonar à tarde.
Não sei o que esperar. Espero tudo. Quero tudo. E vou. De mãos dadas com o que sinto, nunca soube me economizar. Vai ver, assim, eu acabe sendo possível.
... e ficamos ali
mais um pouco
eu e o mar
olhando um para o outro
assim, so' por olhar
como fazem os casais
quando se abracam
e falam de amor
so' por sinais
... e ficamos ali
calados
falando da vida
de amores passados
de peitos vazios
praias desertas
luas
estrelas
despedidas
descaminhos
descobertas
em cada onda ele partia
em cada onda ele voltava
como a saudade fazia
quando me atormentava
que a tua vida seja
o ponto mais alto
das mais altas das montanhas
onde abaixo pairam as nuvens
do amanhecer
de onde os rios são linhas
que riscam a natureza
que soberana se espreguiça
e se deita
cobrindo em tons de verde
e beleza
o leito de vales aos teus pés
do onde verás que o horizonte
que os teus olhos decifram
nunca foi o infinito
nunca foi inatingivel
e enfim saberás porque és
de onde não precisará de asas
pois teus sonhos te bastarão
e te levarão a mais longa das viagens
na qual avistarás paisagens
que hão de pertencer
para sempre aos teus
onde terás a eterna sensação de amor
onde terás a eterna sensação de deus
existe uma mulher
que me procura
sem ansiedade
sem pressa
sem loucura
que vive sozinha
vive na sua
vive cantando
vive dançando nua
desesperadamente ao luar
vive de sonhos
vive de paisagens
tem os olhos inquietos
olhando miragens
voltados pro mar
existe uma mulher
que me procura
por dias e dias afora
por noites e noites adentro
mesmo que sejam as noites escuras
ou que mude o tempo
que venham chuvas
ou rajadas de vento
e por alguns momentos
com jeito de viuva
chora abandonada
durantes as madrugadas
todos os seus tormentos
existe uma mulher
que me procura
que não tem ilusões
não tem amarguras
conhece bem as palavras
conhece versos bonitos
gosta da casa arrumada
flores espalhadas
e se tem pesadelos aflitos
se angustia
se revolta
usa sempre os cabelos presos
mas se ganha presentes
flores ou poesias
fica tão feliz
que sensualmente os solta
existe uma mulher
que me procura
que vive a minha espera
que imagina sua vida comigo
mas que considera o amor
um momento furtivo
uma simples quimera
um jeito de felicidade
consentido
Pesquisa prova: mulheres amam mais sapatos do que namorados
16.12.2009
Um novo estudo britânico leva o caso de amor entre mulheres e sapatos a outro nível - mais precisamente, acima dos casos de amor de fato. Encomendada pelo site Tszuji, uma pesquisa realizada com mil mulheres mostrou que, para elas, é mais fácil lembrar o primeiro par comprado com o próprio dinheiro do que o primeiro beijo.
Enquanto 92% foram capazes de recordar os sapatos, menos de duas em cada três mulheres conseguiram fazer o mesmo com o nome da pessoa com quem tiveram o primeiro beijo. Outro dado é ainda mais impressionante: 96% sentem remorso por jogar fora um par de calçados, enquanto apenas 15% se sentem mal por darem o fora em um namorado.
O diretor do site, Glendon Lloyd, deu uma explicação para os resultados. “As pessoas costumam pensar nas mulheres guardando cartas de amor em caixas de sapato, mas, em muitos casos, os próprios sapatos são ainda mais preciosos”, diz ele. “Elas os tratam como melhores amigos e, ao que parece, as memórias relativas aos seus calçados duram mais do que as dos namorados antigos”, completou.
Berlusconi é levado para hospital após ser agredido durante comício
13/12 - 16:39 , atualizada às 18:22 13/12 - iG São Paulo
MILÃO - O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, foi levado a um hospital, neste domingo, após sofrer um corte no rosto ao ser agredido durante um comício em uma praça de Milão, na Itália.
sonhos eu tive
saudades rápidas
tristezas súbitas
e por razões furtivas
lágrimas contive
escondi meus olhos
entre os meus dedos
por medo
por guardar segredo
mas enfrentei meus pesares
mantive a pose
passava por ela com ares
de ser um homem feliz
bebia com os amigos
sorria
fazia poesias
e discursos otimistas febris
nas mesas de bar
qual nada
não conseguia disfarçar
o amor percebe
o amor reconhece o disfarce
o amor advinha
pelos olhos
pelo jeito de olhar
olha
não volto aqui tão cedo
vou dar uma fugida
vou ganhar o mundo
vou cair na vida
sair por aí...
sozinho
seguir por qualquer caminho
que me leve a qualquer lugar
deixo um adeus provisório
saio de um jeito insensato
deixo um poema sensório
e chato
escrito no espelho
puro teatro
deixo tudo que conquistei
que não me vale de nada
levo as madrugadas
os amanheceres
o mar
os prazeres
deixo o trabalho
e os afezeres
minha insonia ficou pelo quarto
deixo o meu retrato
pra lembrarem de mim
levo meu fogo brando
um par de sapatos
e os nós que eu tinha
me apertando
hoje eu desato
me liberto
deixo pra tras esse deserto
que já foi um jardim
mas secou
quando as chuvas cessaram
deixo as lágrimas
que me escorriam no rosto
levo uma camisa surrada
pra não deixar o meu peito exposto
pra me guardar do frio
vou com a roupa do corpo
a barba por fazer
deixo o conforto
e mais o que fazer
deixo as janelas fechadas
e uma luz acesa
para se alguem entrar na casa
não tropeçar na tristeza
para enxergar minha falta
deixo a TV ligada
bem alta
para esconder o silencio sombrio
que me causava tanto medo e arrepios
deixo algum dinheiro guardado
que sirva pra pagar nas contas
deixo a chave debaixo da porta
a louça lavada
a comida pronta
a casa mais ou menos arrumada
a cama feita
as promessas desfeitas
não importa
alguem deve sentir falta de mim
mas com o tempo
tudo se ajeita
deixo restos de um velho amor
dormindo
quase em coma
que não me causa mais sintomas
deixo minhas lembranças
nas fotografias amareladas
nas poesias rasgadas
coisas de adulto
coisas de criança
deixo raiva e revolta
mas quem sabe
essa noite passa
minha cabeça se tranquilize
meu pensamento se refaça
eu perca esse medo
e amanhã de manhã
bem cedo
esteja de volta
Back when the West was very young
There lived a man named Masterson
He wore a cane and derby hat
They called him Bat, Bat Masterson.
A man of steel the stories say
But women's eyes all glanced his way
A gambler's game he always won
They called him Bat, Bat Masterson.
The trail that he blazed is still there
No one has come since to replace his name
And those with too ready a trigger forgot to figger
On his fighting fame.
So in the legends of the West
One name stands out from all the rest
The man who had the fastest gun
They called him Bat, Bat Masterson.
ruidos estranhos
o assoalho rangindo
imagens furtivas no espelho
que passam correndo
fugindo
raios
trovões
janelas batendo
pelos golpes de ventos repentinos
o arrastar sem parar de correntes
passos ocultos de gente
gargalhadas de meninos
barulhos no sótão
sombras pelos cantos
mulheres vampiras
correndo
gritando
vestidas com longos vestidos brancos
luzes piscando
as batidas das horas no carrilhão
ratos saindo dos buracos do chão
vindos das entranhas do porão gelado
a minha insonia
o meu quarto trancado
minha escuridão
esse meu pobre peito
coitado
tão mal assombrado
precisa urgente ser exorcizado
senão...
Manifestantes pró-impeachment do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), entraram em confronto hoje com policiais militares na Praça do Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal.
evitar isso seria bem facil
se esse pais nao fosse o pais da impunidade
guardo em mim
um homem aflito
que se olhava no espelho
e se achava bonito
e as vezes se sentia triste
cansado
vazio
que passivamente assiste
sua vida passar pelo tempo
cujas lembranças
momentos felizes
momentos sombrios
ja' se vao longe
ha' anos e anos a fio
amores
luas
estrelas
palavras
canções
se passaram
algumas quiseram voltar
outras ficaram pra tras
onde o passado se deita
onde a dor se acomoda
onde a saudade espreita
onde dorme tranquilo o amor
eternamente em paz